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21 de outubro de 2011, 18h39

“PT e PSDB são os dois grandes partidos de centro-esquerda”

O prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, evita falar em nomes para a disputa de sua sucessão porque, segundo ele, seria “queimar etapas”. Mas defende o diálogo entre PT e PSDB, destacando o bom entrosamento entre as administrações municipal e estadual

Por Pedro Venceslau

 

O prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, evita falar em nomes para a disputa de sua sucessão porque, segundo ele, seria “queimar etapas”. Mas defende o diálogo entre PT e PSDB, destacando o bom entrosamento entre as administrações municipal e estadual. “Essa proposta tem sido bem aceita pela população, como apontam as pesquisas, porque é em benefício da cidade, da coletividade”, aponta.

Fórum – O senhor acredita que o nome de Márcio Lacerda sofrerá muita resistência da base do PT e dos movimentos sociais em Belo Horizonte?
Fernando Pimentel –
É preciso deixar claro que falar em nomes, neste momento, é queimar etapas. O que existe é uma tese que reflete o clima de bom relacionamento administrativo e político que já existe hoje entre a prefeitura e o governo do estado. Essa proposta tem sido bem aceita pela população, como apontam as pesquisas, porque é em benefício da cidade, da coletividade. A partir dessa tese, caso ela também seja aceita pelos partidos, é que vamos construir um modelo de convívio para, só depois, se discutir nomes.
De qualquer forma, Márcio Lacerda é uma liderança de respeito, com passado político ligado às lutas sociais e contra a ditadura e que pertence a um partido que está na base do governo Lula, do governo Aécio e da nossa administração. Vale lembrar que o PSB teve um papel importante na administração democrático-popular da prefeitura. O Célio de Castro era do PSB quando foi vice-prefeito do Patrus e só posteriormente foi para o PT.

Fórum – Lideranças de partidos da base do governo Lula, como Jô Moraes e Sávio Souza Cruz, dizem que o acordo PSDB–PT foi feito entre duas máquinas, desprezando as bases. O que o senhor tem a dizer sobre isso?
Pimentel –
Volto a repetir: o que existe é uma tese. A partir daí, os partidos e as lideranças políticas estão discutindo essa tese. Quem tem que ouvir as bases é o próprio partido, que tem suas instâncias, o diretório municipal, a executiva municipal, o diretório estadual, a executiva estadual. São eles que promovem esta discussão, e ela já está sendo feita. Eu sou apenas o prefeito. Não sou dirigente partidário, sou militante de base do partido.

Fórum – Reginaldo Lopes, presidente do PT mineiro, disse que aceita o acordo desde que o PT esteja na cabeça. O senhor acha que isso é possível?
Pimentel –
Eu acho que, em primeiro lugar, nós temos que discutir a tese da aliança, do entendimento. Cabe às pessoas se manifestarem claramente se são a favor do entendimento ou não. Se essa tese for aprovada aí abre-se um segundo momento que é a discussão do modelo. E um deles pode ser esse com o PT como cabeça de chapa, que é um modelo interessante, mas que você tem que combinar com o outro lado. Por que seria o PT o cabeça e não o PSDB? Isso vai colocar uma dificuldade. Mas me parece que se começarmos a discussão do modelo fixando quem vai ser o cabeça de chapa nós já colocamos uma dificuldade para o entendimento. Vamos esperar porque estamos ainda discutindo a tese do entendimento.
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