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13 de novembro de 2017, 11h01

Riachuelo colocará em prática nova lei trabalhista imediatamente

Flavio Rocha, presidente do grupo, acha irracional o argumento de que as novas regras da reforma podem pressionar os salários do setor para baixo.

Flavio Rocha, presidente do grupo, acha irracional o argumento de que as novas regras da reforma podem pressionar os salários do setor para baixo. Da Redação* Nem bem entrou em vigor e a nova lei trabalhista já começa a fazer estragos. A Riachuelo irá colocar em prática as novas regras vindas com a reforma imediatamente. Em entrevista à Folha de S. Paulo, o presidente da rede, Flavio Rocha, comemorou princialmente a legalização da jornada intermitente. “Serviços têm que ser prestados na hora que o cliente quer, nos fins de semana. Por isso a jornada flexível e o trabalho intermitente são...

Flavio Rocha, presidente do grupo, acha irracional o argumento de que as novas regras da reforma podem pressionar os salários do setor para baixo.

Da Redação*

Nem bem entrou em vigor e a nova lei trabalhista já começa a fazer estragos. A Riachuelo irá colocar em prática as novas regras vindas com a reforma imediatamente. Em entrevista à Folha de S. Paulo, o presidente da rede, Flavio Rocha, comemorou princialmente a legalização da jornada intermitente. “Serviços têm que ser prestados na hora que o cliente quer, nos fins de semana. Por isso a jornada flexível e o trabalho intermitente são imprescindíveis”.

De acordo com Rocha, o mercado de trabalho brasileiro ainda vivia na era Getúlio Vargas em termos de legislação. “Naquela época, a única expectativa de emprego formal era na indústria”. O empresário destaca que os tempos hoje são outros: “Hoje, o setor de serviços responde por 75% dos empregos, e a indústria, 9%”.

Questionado sobre a possibilidade de a terceirização e a jornada intermitente fragilizarem os trabalhadores – consequência negativa das novas regras –, o presidente da Riachuelo diz que a burocracia trabalhista está isolada falando só em causa própria: “Os trabalhadores não se mobilizam nesse sentido”, defende.

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Rocha também disse considerar irracional o argumento de que as novas regras da reforma podem pressionar os salários do setor para baixo. Também não procede para o empresário que os trabalhadores podem perder poder de barganha por melhores direitos: “o bom sindicalismo vai se fortalecer”.

A reforma trabalhista, aprovada pelo Congresso, foi sancionada por Michel Temer no dia 13 de julho, e entrou em vigor neste sábado (11). Entre os 100 pontos modificados da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), está a possibilidade de parcelamento das férias em até três vezes no ano, o fim da contribuição sindical e a possibilidade de acordo em relação a benefícios do trabalhador em caso de demissão.

*Com informações da Exame

Foto: Divulgação

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