SURTO

OMS emite alerta para novo tipo de hepatite; o que se sabe até agora

Até este momento, os casos de um tipo de hepatite com origem desconhecida foram diagnosticados em crianças; pode ter relação com a Covid-19

OMS emite alerta para novo tipo de hepatite; o que se sabe até agora.
Escrito en SAÚDE el

Após o Reino Unido relatar "aumento significativo e inesperado" de casos de hepatite aguda e grave entre crianças e com ligação ocasional com a Covid-19, a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta para que os países observem "com atenção" tais casos. 

A OMS, por meio de um comunicado, revelou que foi notificada de 74 casos de hepatite aguda de origem desconhecida. O órgão também informa que os testes laboratoriais realizados após o surto descartaram o vírus hepatite A, B, C e E (bem como D em alguns casos), mas "a síndrome respiratória aguda grave causada pelo coronavírus e/ou adenovírus foram detectados em vários casos".

Apesar de alguns casos terem testado positivo para Covid, a OMS afirma que ainda é cedo para cravar a relação direta deste tipo novo de hepatite com o coronavírus. 

"Alguns casos exigiram transferência para unidades especializadas em fígado infantil e seis crianças foram submetidas a transplante de fígado. Até 11 de abril, nenhuma morte foi relata entre esses casos", diz o comunicado da OMS.  

No comunicado, a OMS "encoraja fortemente" os Estados-membros a identificar, investigar e relatar casos potenciais que sejam semelhantes aos registrados na Europa. 

O que se sabe até agora: 

- Os sintomas até agora relatados incluem enzimas (substâncias) hepáticas acentuadamente elevadas, muitas vezes com icterícia e às vezes precedida por sintomas gastrointestinais, principalmente até 10 anos de idade.

- Algumas crianças foram transferidas para unidades pediátricas especializadas em fígado; 6 casos necessitaram fazer transplantes. 

- No Reino Unido, infecções pelo Sars-CoV-2 e/ou adenovírus foram detectadas em "vários casos", segundo a OMS, mas o número específico não foi divulgado. Também não está claro se há relação direta desses casos com a Covid. 

- Até agora nenhum fator de risco epidemiológico foi identificado - incluindo viagens internacionais recentes. Exames laboratoriais para outras infecções, produtos químicos e toxinas estão em andamento para os casos registrados.


Com informações do Xinhua e G1.