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Varíola dos macacos: Ministério identifica três casos de transmissão local em SP

Os pacientes são homens, moradores da capital paulista, com idades entre 24 e 37 anos, e nenhum deles têm histórico de viagens ao exterior

Imagem de microscópio do vírus da varíola dos macacos..Créditos: Cynthia S. Goldsmith, Russell Regner/CDC
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O Ministério da Saúde anunciou, nesta quinta-feira (23), que identificou três casos autóctones, ou seja, de transmissão local, de varíola dos macacos no estado de São Paulo. Os pacientes são homens, moradores da capital paulista, com idades entre 24 e 37 anos. Nenhum deles têm histórico de viagens ao exterior.

Conforme nota divulgada pelo ministério, os pacientes estão em isolamento, apresentam quadro clínico estável, sem complicações e sendo monitorados pelas Secretarias de Saúde do estado e do município.

Com isso, São Paulo registra, até o momento, dez casos confirmados, sendo seis na capital, dois em Indaiatuba, um em Santo André e outro em Vinhedo. No Brasil, são 14, com mais dois no Rio de Janeiro e dois no Rio Grande do Sul.

O ministério aponta que mais dez casos estão sendo investigados, sendo dois no Ceará, quatro no Rio de Janeiro, um em Santa Catarina, um no Acre e dois no Rio Grande do Sul.

O que é a varíola dos macacos?

A varíola dos macacos é considerada uma doença rara. De origem tropical, ela é provocada por um vírus do tipo orthopoxvirus, patógeno próximo ao da varíola humana, uma doença erradicada oficialmente desde 1980 e que assombrou os cinco continentes da Terra por séculos.

A primeira vacina desenvolvida pela ciência com grande eficácia foi a da varíola humana e sua primeira versão remonta ao século XVIII, em 1796. Nos séculos seguintes o imunizante se desenvolveu muito e passou a ser aplicado em todo o mundo, fazendo com que chegássemos à erradicação da grave doença há pouco mais de 40 anos. Àquela altura, a varíola dos macacos já era conhecida pelos cientistas e já se sabia que o imunizante contra a variante humana também protegia quase que na mesma medida contaminações pela forma do macaco.

Ainda não está claro para as agências de saúde e controle de doenças como se dá a transmissão, há duas principais hipóteses: por relações sexuais e por meio de aberturas/feridas no corpo. Autoridades sanitárias da Grã-Bretanha reiteraram as suspeitas de que as infecções pela varíola do macaco estariam ocorrendo por via sexual, aconselhando a todos que redobrem os cuidados em suas relações e que usem sempre preservativos.

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, a transmissão pode se dar: 

- Gotículas do vírus. 

- Contato direto com lesões ou fluídos corporais de uma pessoa infectada. 

- Contato indireto por meio de roupas ou lençóis contaminados.

Sintomas da varíola dos macacos

Segundo o CDC o tempo de incubação (da infecção até os sintomas) varia de 7 a 14 dias, mas pode variar de 4 a 21 dias. 

Os primeiros sintomas são: 

- Febre.

- Dor de cabeça.

- Dores musculares.

- Dor nas costas.

- Linfonodos inchados.

- Arrepios. 

- Exaustão. 

Dentro de 1 a 3 dias (às vezes mais) após o aparecimento da febre, o paciente desenvolve uma erupção cutânea, geralmente começando no rosto e se espalhando para outras partes do corpo. As lesões progridem a partir dos seguintes estágios: 

- Máculas (mancha na pele acompanhada de lesão).

- Pápulas (lesões na pele que podem ser roxa ou marrom).

- Vesículas.

- Pústulas (bolas com pus que aparecem na pele).

- Crostas.