O ministério da Agricultura e da Soberania Alimentar da Itália, comandado pelo política Francesco Lollobrigida, anunciou e enviou ao senado um projeto de lei que proíbe a comercialização de carne de laboratório no país.
Desde o início do mês de abril, o governo de extrema-direita do Fratelli D'Itália tem prometido que vai barrar a carne de laboratório no país e finalmente enviou o projeto ao congresso italiano.
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A Itália se tornará o primeiro país da Europa a proibir o alimento de alta tecnologia de suas prateleiras. Criado por cientistas para reduzir o impacto da agropecuária no planeta, as "carnes de laboratório" são diversas e fazem parte de pesquisas de anos e anos.
O principal argumento do ministério italiano é que não existem estudos suficientes para saber se o produto é seguro para consumo humano. Na União Europeia, ainda não é permitido comercializar carne feita através da síntese laboratorial, mas alguns órgãos do bloco econômico enxergam de forma positiva a possibilidade de consumir carne sem atingir o meio-ambiente.
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Interesses pecuaristas
E se a preocupação com bem-estar e segurança é válida, não é possível tirar os interesses econômicos do jogo proposto por Lollobrigida, um notório fascista.
O problema é que os pecuaristas da Europa, do Brasil e do resto do mundo não querem, necessariamente, ver suas criações de gado se tornando obsoletas.
A Itália liderou um esforço através da Organização Mundial dos Agricultores para lançar uma petição global contra a carne cultivada, descrita como "alimento Frankenstein" pelo documento, embasado em algumas pesquisas.
De fato, a carne não parece muito apetitosa e muitos italianos (84%!) disseram que nunca iriam provar o alimento laboratorial em suas vidas.
Com informações de Euronews.