Um estudo clínico conduzido pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA), trouxe novas evidências de que a canela pode ajudar no controle da glicose em pessoa com pré-diabetes e obesidade. Para a realização do estudo, os pesquisadores convocaram um grupo de 18 adultos, com IMC entre 25 e 40, em que os níveis de açúcar no sangue já estavam elevados, mas ainda não haviam atingido os íncides de pacientes com diabetes.
Os participantes foram divididos em dois grupos e passaram por duas etapas. Na primeira, um grupo tomou diariamente cápsulas com 4 gr de canela, enquanto o outro recebeu apenas placebo. Depois de quatro semanas, houve uma pausa de duas semanas para evitar qualquer efeito residual. Na fase seguinte, as intervenções foram trocadas. Quem havia usado canela passou a receber placebo, e vice-versa.
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Durante toda a duração do estudo, os participantes utilizaram sensores de monitoramento contínuo de glicose, capazes de registrar o nível de açúcar no sangue a cada 15 minutos. Ao final, o conjuntfo de dados reuniu mais de 66 mil medições, permitindo observar com precisão como a glicemia se comportava ao longo do dia e da noite em cada uma das fases.
Estabilidade na curva glicêmica
Os resultados mostraram uma diferença clara entre os períodos de consumo da canela e os períodos de placebo. Nas semanas em que ingeriram a especiaria, os voluntários apresentaram glicose mais baixa ao longo de 24 horas e picos pós-refeição menos intensos. A curva glicêmica diária também ficou mais estável, com menor variação entre momentos de alta e de queda, um fator importante no risco de progressão para diabetes tipo 2.
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Em exames realizados após a ingestão de glicose, os pesquisadores também observaram que, durante o período de consumo da canela, houve aumento do hormônio GIP, que estimula a liberação de insulina. Os pacientes também não apresentaram efeitos colaterais no trato digestivo durante o processo.
Os pesquisadores atribuem os resultados aos compostos bioativos da canela, especialmente os polifenóis, que podem melhorar a resposta do organismo à insulina e influenciar o metabolismo dos carboidratos. Alterações discretas na microbiota intestinal também foram observadas, mas ainda não está claro se elas contribuem diretamente para o efeito sobre a glicose.
Por envolver poucos participantes e ter duração curta, os autores reconhecem que o estudo não permite conclusões definitivas sobre o uso prolongado da canela. Ainda assim, o monitoramento contínuo e o fato de cada voluntário ter passado pelas duas condições do experimento tornam os resultados consistentes.
Segundo os pesquisadores, incluir pequenas quantidades da especiaria na rotina pode ser uma estratégia adicional no manejo da pré-diabetes, sempre em conjunto com acompanhamento médico e prática de hábitos saudáveis. As informações são do portal "Science Direct".