O aumento dos casos de infarto e outras emergências cardiovasculares no fim do ano é um fenômeno reconhecido há décadas pela comunidade médica. Estudos da American Heart Association reforçam que dezembro concentra mais atendimentos e internações por eventos cardíacos, mas a explicação não vem apenas do estresse típico dessa época.
A cardiologista Fernanda Douradinho observa que, além da demora para procurar socorro, o período concentra outros elementos que sobrecarregam o sistema cardiovascular. Ela explica que o fim do ano costuma vir acompanhado de exaustão acumulada, conflitos emocionais, balanços pessoais e pressão financeira. Esse conjunto de fatores eleva os hormônios do estresse, acelera os batimentos e aumenta a pressão arterial. Em paralelo, a rotina se altera e abre espaço para excessos alimentares e consumo maior de álcool.
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A médica afirma que a combinação de pratos gordurosos, excesso de sal e bebidas alcoólicas favorece picos hipertensivos e arritmias. Ela lembra que episódios de batimentos irregulares durante festas e feriados são tão comuns que o fenômeno é conhecido como síndrome do coração de feriado. Em países tropicais, a soma de calor intenso, noites mal dormidas e desidratação amplia ainda mais o risco.
Outro ponto de atenção é a interpretação equivocada de sintomas. Muitas pessoas associam dor no peito, mal-estar, falta de ar ou náuseas ao cansaço das comemorações, à comida pesada ou ao álcool. A cardiologista alerta que essa confusão retarda o atendimento e pode transformar casos tratáveis em situações fatais. Os sinais que exigem avaliação imediata incluem dor torácica que irradia para o braço ou mandíbula, sudorese fria, batimentos acelerados, tontura e cansaço súbito.
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Prevenção
Para reduzir riscos, a médica recomenda moderação nas refeições festivas, hidratação adequada, atenção ao sono, limites no consumo de álcool e continuidade no uso de medicamentos habituais. Ela ressalta que quem viaja deve organizar horários e doses com antecedência para evitar interrupções involuntárias. A busca por atendimento médico diante de qualquer sintoma suspeito continua sendo a medida mais importante.
Por fim, ela afirma que as festas podem ser aproveitadas sem medo quando a saúde recebe a mesma atenção dedicada aos preparativos de fim de ano. E reforça que o organismo não acompanha o ritmo das celebrações e os efeitos dos excessos podem ser intensos justamente em pessoas que desconhecem que já têm algum problema cardíaco. Para ela, equilíbrio, descanso e vigilância aos sinais do corpo são caminhos essenciais para começar o novo ano com segurança.
Por fim, ela observa que as festas permanecem um momento agradável quando a saúde recebe a mesma prioridade dedicada aos preparativos de fim de ano. A médica lembra que o corpo não acompanha o ritmo acelerado das celebrações e que os excessos podem ter impacto especialmente severo em quem desconhece alguma condição cardíaca. Para ela, equilíbrio, descanso e atenção aos sinais do próprio organismo são passos decisivos para iniciar o novo ano com segurança.