PREVENÇÃO

Partes do corpo que você não deve tocar, segundo a ciência

Mãos contaminadas podem desequilibrar microbiomas e aumentar o risco de problemas de saúde

As mãos acumulam germes diariamente e podem levar esses microrganismos para áreas sensíveis do corpo.Créditos: Reprodução/Pexels
Escrito en SAÚDE el

Por mais que a higiene seja parte da rotina, há áreas do corpo que deveriam permanecer longe das mãos, especialmente das mãos sujas. Segundo especialistas em saúde e microbiologia, certos pontos funcionam como portas de entrada para vírus e bactérias, enquanto outros abrigam ecossistemas delicados de microrganismos que podem ser facilmente desequilibrados. O resultado? Infecções, irritações e até doenças mais sérias.

De acordo com especialistas, as mãos são, por si só, a parte mais contaminada do corpo, pois tocamos superfícies com alto potencial de transmissão, de celulares a maçanetas o dia inteiro, e esses germes podem viajar para áreas sensíveis e causar problemas.

1. Olhos

As membranas mucosas que revestem os olhos são finas, permeáveis e vulneráveis. É por ali que patógenos como vírus respiratórios entram mais facilmente no organismo. Além disso, basta um grão microscópico de sujeira para arranhar a córnea e causar dor, irritação e até infecções mais graves.

2. Ouvidos: lesões e contaminação silenciosa

Além de as unhas carregarem uma diversidade de germes, o canal auditivo é revestido por tecido frágil, sujeito a microlesões. Pesquisas recentes apontam que o hábito de introduzir dedos ou cotonetes pode causar inflamações, acúmulo de cera, otites e pequenas fissuras por onde bactérias entram com facilidade.

3. Nariz

Mexer no nariz é uma das maneiras mais eficazes de levar vírus e bactérias diretamente para o organismo. Esse hábito pode desequilibrar o microbioma nasal, colônia de bacterias necessárias para a saúde respiratória. Quando essa flora é alterada, aumentam as chances de rinite, asma, infecções respiratórias e até problemas no ouvido.

4. Boca

A boca abriga o segundo maior microbioma do corpo humano e tem ligação direta com diversos sistemas. Alterações nesse ecossistema podem contribuir não só para cáries e doenças na gengiva, mas também para enfermidades cardíacas, respiratórias, diabetes e até condições neurológicas. 

5. Rosto

A mão encosta no rosto e leva junto oleosidade, suor e germes. O resultado é o agravamento de espinhas, inflamações e até uma condição chamada “acne mecânica”, causada pela fricção e pressão constantes da palma sobre a pele. Espremer cravos e espinhas só piora a situação, empurrando bactérias para camadas mais profundas.

6. Umbigo

Surpreendentemente, o umbigo é um depósito natural de bactérias, pois o  local pode abrigar dezenas de espécies diferentes de microrganismos, algumas comparáveis à diversidade de uma floresta tropical. Como é de difícil acesso, muitas delas sobrevivem mesmo após o banho.

7. Região anal: 

A orientação de sempre lavar as mãos após usar o banheiro não é à toa. Germes típicos do trato intestinal, como E. coli, Salmonella e norovírus, podem sobreviver por longos períodos e se espalhar facilmente para outras partes do corpo, principalmente para a boca e os olhos.

8. Debaixo das unhas

Mesmo após lavar as mãos, o espaço sob as unhas pode manter colônias de germes. Unhas grandes, postiças ou mal higienizadas acumulam ainda mais microorganismo. Mexer ali com as mãos sujas só espalha o problema para outras áreas da pele. 

9. Feridas e cortes

Tocar em machucados recém-feitos ou em cicatrização é uma forma direta de introduzir vírus, fungos e bactérias na corrente sanguínea. Isso pode atrasar a cicatrização, causar infecções e aumentar a chance de cicatrizes permanentes.

 

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