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23 de outubro de 2018, 16h01

Secretarias LGBTs do PT e do PCdoB pretendem monitorar violência eleitoral

Representantes de ambos partidos se reuniram com a Diretoria LGBT da Secretaria de Direitos Humanos para que o Disque 100 passe a monitorar denúncias de violência

Foto: Divulgação/Agência PT de Notícias Por Agência PT de Notícias A secretaria LGBT do PT e a do PCdoB, reafirmando seu compromisso com o direito à vida e a dignidade humana, estiveram em reunião com a Diretoria LGBT da Secretaria de Direitos Humanos (antigo Ministério dos Direitos Humanos), com o intuito de propor medidas de prevenção e de orientação às vítimas de violência, além do acolhimento de denúncias e seu respectivo monitoramento através do Disque100. O discurso de ódio contra mulheres, negros e LGBT foram a principal arma usada pelos setores conservadores da sociedade para o impeachment da presidenta Dilma. Essa...

Foto: Divulgação/Agência PT de Notícias

Por Agência PT de Notícias

A secretaria LGBT do PT e a do PCdoB, reafirmando seu compromisso com o direito à vida e a dignidade humana, estiveram em reunião com a Diretoria LGBT da Secretaria de Direitos Humanos (antigo Ministério dos Direitos Humanos), com o intuito de propor medidas de prevenção e de orientação às vítimas de violência, além do acolhimento de denúncias e seu respectivo monitoramento através do Disque100.

O discurso de ódio contra mulheres, negros e LGBT foram a principal arma usada pelos setores conservadores da sociedade para o impeachment da presidenta Dilma. Essa estratégia culminou na crescente onda de violência, ficando ainda mais acirrada num processo eleitoral, em que um candidato incita abertamente violências, como o estupro e a violência física contra a população LGBT.

A secretária LGBT do PT, Janaína Oliveira, afirmou que “é preciso conscientizar as pessoas de que incitar o ódio e a violência não é uma posição pessoal ou política, mas um atentado à vida das pessoas, pois esse discurso vem impulsionando e naturalizando a prática da violência em nossa sociedade, e o que vemos hoje são várias vítimas, diariamente ameaçadas, agredidas e até mortas por suas posições políticas ou apenas por existirem.

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Segundo a diretora de promoção dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais da Secretaria de Direitos Humanos, Marina Reidel, “neste período eleitoral temos recebido diversas denúncias de violência contra a população LGBT e estamos construindo estratégias conjuntas, pois acreditamos num país livre e democrático de direitos onde não podemos cultuar e cultivar os discursos de ódio é intolerância a grupos historicamente discriminados na sociedade brasileira”.

O secretario LGBT do PCdoB, Andrey Lemos, afirmou que “enquanto Dirigente partidário e militante dos movimentos sociais estamos procurando fazer nosso papel nessa quadra histórica onde a violência, o ódio e a mentira têm servido de armas numa campanha, e lamentavelmente a população negra e LGBT se encontra numa situação de alta vulnerabilidade, precisamos encontrar mecanismos de proteção da vida da nossa população”.

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