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14 de agosto de 2015, 13h52

Secretário confirma 19 mortes em chacina na Grande São Paulo

Ataques ocorridos na noite desta quinta-feira (13) nos municípios de Osasco, Barueri e Itapevi já são considerados a maior chacina na região desde o início do ano. Autoridades investigam possibilidade de os crimes serem retaliação por morte de policiais.

Ataques ocorridos na noite desta quinta-feira (13) nos municípios de Osasco, Barueri e Itapevi já são considerados a maior chacina na região desde o início do ano. Autoridades investigam possibilidade de os crimes serem retaliação por morte de policiais Por Maíra Streit Ataques ocorridos na noite desta quinta-feira (13) nos municípios de Osasco, Barueri e Itapevi, na região Metropolitana de São Paulo, deixaram 19 mortos e sete feridos. O secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo, Alexandre de Moraes, afirmou que essa já é considerada a maior chacina na região desde o início do ano. De acordo com...

Ataques ocorridos na noite desta quinta-feira (13) nos municípios de Osasco, Barueri e Itapevi já são considerados a maior chacina na região desde o início do ano. Autoridades investigam possibilidade de os crimes serem retaliação por morte de policiais

Por Maíra Streit

Ataques ocorridos na noite desta quinta-feira (13) nos municípios de Osasco, Barueri e Itapevi, na região Metropolitana de São Paulo, deixaram 19 mortos e sete feridos. O secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo, Alexandre de Moraes, afirmou que essa já é considerada a maior chacina na região desde o início do ano. De acordo com informações oficiais, foram encontradas nos locais dos crimes cápsulas de revólver calibre 38 e pistola 9mm, esta de uso privativo das Forças Armadas.

Os assassinatos aconteceram em um intervalo de aproximadamente duas horas e meia e de forma bastante parecida. Homens encapuzados desceram dos carros e dispararam vários tiros contra as vítimas. Em alguns casos, eles perguntaram se as pessoas possuíam antecedentes criminais, o que parecia ser um dos critérios para definir quem seria executado no momento.

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Para a pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (NEV-USP), Ariadne Natal, é possível estabelecer uma relação entre este episódio e outros que ocorreram recentemente em lugares próximos. “Estamos tentando estruturar em um projeto essa onda de ataques que vem desde 2012. Ficou muito clara a sequência de casos, não com a mesma intensidade, mas a mesma dinâmica”, explicou.

“Em 2013, houve a morte do policial Luiz Carlos Nascimento da Costa, assassinado na porta de uma farmácia. Em seguida, uma série de ataques parecia estar relacionada, como retaliação”, complementou a especialista. Para ela, é preciso identificar a atuação do grupo que age sistematicamente nessas cidades, o que seria uma investigação difícil, até por comprometer a segurança dos policiais envolvidos na apuração do caso.

A linha de raciocínio não é descartada pelas autoridades. Segundo o secretário de Segurança Pública do estado, será analisado o elo entre os crimes desta quinta-feira e as mortes de um PM e um guarda civil nos últimos dias. O envolvimento de policiais na autoria dos ataques também está sendo levada em consideração.

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Nas redes sociais, o assunto ganhou ampla repercussão. No Facebook, os administradores da página das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) publicaram a seguinte mensagem: “Trancamos a cidade de Osasco, só um recado bandido assassino, se passar na frente é rajada de 7.62”. A postagem, feita logo depois dos assassinatos, gerou manifestações de apoio, mas também várias críticas à abordagem feita sobre o fato.

Foto de capa: Reprodução/YouTube

 

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