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23 de maio de 2019, 16h42

Secretário Municipal de Saúde de SP vira réu por improbidade administrativa

Edson Aparecido comprou um apartamento em área nobre da capital paulista, pagando R$ 620 mil reais em um imóvel que havia sido vendido por mais de R$ 1 milhão seis meses antes

Foto: Gilberto Nascimento/Câmara dos Deputados
O secretário de Saúde do município de São Paulo, Edson Aparecido, virou réu por improbidade administrativa, em ação proposta pelo promotor Marcelo Milani. Aparecido passou a ser investigado em 2016, depois da compra de um apartamento na Vila Nova Conceição, área nobre da capital paulista. Ele pagou R$ 620 mil reais em um imóvel que havia sido vendido por mais de R$ 1 milhão seis meses antes. O secretário, em depoimento, declarou que não possuía nenhuma outra fonte de renda além da remuneração de deputado estadual e que uma parte do valor pago, R$ 110 mil, veio de empréstimos em...

O secretário de Saúde do município de São Paulo, Edson Aparecido, virou réu por improbidade administrativa, em ação proposta pelo promotor Marcelo Milani.

Aparecido passou a ser investigado em 2016, depois da compra de um apartamento na Vila Nova Conceição, área nobre da capital paulista. Ele pagou R$ 620 mil reais em um imóvel que havia sido vendido por mais de R$ 1 milhão seis meses antes.

O secretário, em depoimento, declarou que não possuía nenhuma outra fonte de renda além da remuneração de deputado estadual e que uma parte do valor pago, R$ 110 mil, veio de empréstimos em dinheiro vivo feitos pela atual esposa e por sua secretária particular.

O juiz Antônio Augusto Galvão de França, da 4ª Vara da Fazenda Pública, considerou que “a questão da suficiência ou insuficiência de recursos para a compra do imóvel em tela demanda potencial dilação probatória ou, no mínimo, o equacionamento do ônus da prova, não podendo assim ser dirimida nesta fase de cognição sumária”.

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Mais imóveis

O Ministério Público descobriu, ainda, que Aparecido é dono de outros dois imóveis: uma casa localizada em um condomínio de luxo em Maresias, no litoral norte, e um sítio em Ibiúna, na Grande São Paulo.

“Com o salário que ele tinha não dava para comprar nenhum dos bens”, destacou Milani.

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