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30 de novembro de 2013, 14h25

Segundo jornalista, problemas no Memorial eram conhecidos “há tempos”

"Quais foram os critérios utilizados pelo Corpo de Bombeiros para aprovar a segurança do auditório?", questiona Florestan Fernandes

“Quais foram os critérios utilizados pelo Corpo de Bombeiros para aprovar a segurança do auditório?”, questiona Florestan Fernandes Por Redação Memorial da América Latina deve passar por perícia ainda neste sábado (30) (Marcelo Camargo/ABr) O Memorial da América Latina deve passar por perícia ainda neste sábado (30). No início da tarde de hoje, peritos da Polícia Técnico Científica estavam no local aguardando o término do trabalho dos bombeiros para investigar as causas do incêndio que destruiu o auditório Simón Bolívar. O fogo começou em um espaço com capacidade para 1,6 mil pessoas, mas, no momento do incêndio, não havia qualquer evento...

“Quais foram os critérios utilizados pelo Corpo de Bombeiros para aprovar a segurança do auditório?”, questiona Florestan Fernandes

Por Redação

Memorial da América Latina deve passar por perícia ainda neste sábado (30) (Marcelo Camargo/ABr)

O Memorial da América Latina deve passar por perícia ainda neste sábado (30). No início da tarde de hoje, peritos da Polícia Técnico Científica estavam no local aguardando o término do trabalho dos bombeiros para investigar as causas do incêndio que destruiu o auditório Simón Bolívar.

O fogo começou em um espaço com capacidade para 1,6 mil pessoas, mas, no momento do incêndio, não havia qualquer evento sendo realizado. Desde a tarde da sexta-feira foram 15 horas de trabalho do Corpo dos Bombeiros, envolvendo 100 homens, com 25 deles feridos. Cinco bombeiros ainda estão internados no Hospital das Clínicas, quatro deles em estado grave.

De acordo com o jornalista Florestan Fernandes, no Jornal GGN, os problemas do Memorial eram conhecidos há tempos. “Sei por fontes fidedignas que o secretário da Cultura sabia muito bem dos problemas de manutenção do Memorial. Imagino que o governador também tenha sido informado. Se não foi trata-se de um problema ainda mais sério. Gostaria muito de saber: Por que não reformaram a rede elétrica do auditório?”, questiona ele.

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Fernandes conta que houve risco até de não se realizar a cerimônia de entrega de uma premiação de jornalismo no local. “Preocupado, João Batista [Andrade, diretor do Memorial] chegou a propor o cancelamento da entrega do prêmio Vladimir Herzog no auditório. O Instituto que faz a entrega do importante prêmio de direitos humanos teve que contratar dois grandes geradores para não ter que procurar outro espaço em cima da hora. Será que agora os outros prédios do complexo vão passar por uma vistoria e por uma reforma?”

Em seu artigo, o jornalista questiona a cobertura da mídia. “É incrível ver a cobertura pífia que a imprensa fez deste incêndio. É uma verdadeira blindagem. Jogaram uma nuvem de fumaça sobre as responsabilidades”, afirma. “O máximo que conseguiram dizer foi que o prédio não tinha alvará de funcionamento desde 1993. Se não tinha, por que o governo do Estado manteve as portas abertas para grandes eventos? Quais foram os critérios utilizados pelo Corpo de Bombeiros para aprovar a segurança do auditório? Nenhuma investigação foi feita, nenhuma cobrança, a não ser da prefeitura.”

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Instalações elétricas

Inaugurado pelo governador Orestes Quércia em março de 1989, o Memorial tem 84,4 mil metros quadrados e é de responsabilidade do governo estadual. A prefeitura de São Paulo informou que existe um processo solicitando um novo alvará de funcionamento, mas ainda não foi apresentada a documentação necessária como os atestados assinados por profissionais responsáveis pelas condições de segurança. Ainda de acordo com a administração, foi realizada uma vistoria no local no mês de maio para que fosse realizado um evento temporário em um dos auditórios, ocasião em que foram encontradas irregularidades na “instalação elétrica e acúmulo de matérias”.

O diretor do memorial, João Batista Andrade, mostrou à imprensa laudo do Corpo de Bombeiros que mostra que as condições de segurança do local estavam em ordem. Sobre o alvará de funcionamento, disse que a prefeitura havia solicitado pequenas modificações e que todas foram cumpridas.

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