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24 de maio de 2019, 07h04

Sergio Moro queria R$ 2,5 bilhões da “fundação Dallagnol” para seu ministério

Ministro da Justiça queria o dinheiro da multa paga pela Petrobras nos EUA em sua pasta, mas PGR decidiu que recurso vai para a educação

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Após tentativa frustrada de Deltan Dallagnol e procuradores da Lava Jato de criarem uma “fundação” para gerenciar cerca de R$ 2,5 bilhões da multa paga pela Petrobrás nos Estados Unidos, Sergio Moro, tentou convencer a Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, e Jair Bolsonaro a destinarem os recursos ao Ministério da Justiça. Dodge, no entanto, preferiu recomendar que o montante, de cerca de R$ 2,5 bilhões, fosse destinado à educação. Bolsonaro concordou com a ideia. Esta foi mais uma derrota de Moro, que se soma à que obteve no Congresso nesta quarta-feira (22), quando os parlamentares tiraram o Conselho de Controle...

Após tentativa frustrada de Deltan Dallagnol e procuradores da Lava Jato de criarem uma “fundação” para gerenciar cerca de R$ 2,5 bilhões da multa paga pela Petrobrás nos Estados Unidos, Sergio Moro, tentou convencer a Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, e Jair Bolsonaro a destinarem os recursos ao Ministério da Justiça.

Dodge, no entanto, preferiu recomendar que o montante, de cerca de R$ 2,5 bilhões, fosse destinado à educação. Bolsonaro concordou com a ideia.

Esta foi mais uma derrota de Moro, que se soma à que obteve no Congresso nesta quarta-feira (22), quando os parlamentares tiraram o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) de sua alçada.

As informações são da coluna de Mônica Bergamo, na edição desta sexta-feira (24) da Folha de S.Paulo.

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