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06 de março de 2014, 18h07

Correio do Canadá se desculpa por ter entregue panfletos homofóbicos

Material encomendado por uma associação gospel continha textos que acusavam os homossexuais de incitar a violência e de estarem em guerra com deus

Material encomendado por uma associação gospel continha textos que acusavam homossexuais de incitar a violência e de estarem em “guerra com Deus”  Por Redação O Canada Post, principal serviço de correio do Canadá, se desculpou depois que descobriu ter transportado e entregue um carregamento que continha panfletos de conteúdo homofóbico, encomendados pela People’s Gospel Hour de Halifax. O conteúdo, entre outras coisas, afirma que a “homossexualidade causa violência”. De acordo com The Telegram o folheto contém oito página com afirmações do tipo: “o homossexual está em guerra com Deus” e que ser gay “é uma perversão imunda”. O porta-voz do...

Material encomendado por uma associação gospel continha textos que acusavam homossexuais de incitar a violência e de estarem em “guerra com Deus” 

Por Redação

O Canada Post, principal serviço de correio do Canadá, se desculpou depois que descobriu ter transportado e entregue um carregamento que continha panfletos de conteúdo homofóbico, encomendados pela People’s Gospel Hour de Halifax. O conteúdo, entre outras coisas, afirma que a “homossexualidade causa violência”.

De acordo com The Telegram o folheto contém oito página com afirmações do tipo: “o homossexual está em guerra com Deus” e que ser gay “é uma perversão imunda”. O porta-voz do Canada Post, John Haines, se desculpou publicamente pelo ocorrido e garantiu que tais materiais não serão mais distribuídos pela empresa.

“Nós não sabíamos o que estava lá dentro, porque não abrimos. Mas, uma vez que se analisou o conteúdo, pudemos ver que poderia ser ofensivo para algumas pessoas e nós não distribuímos mais até que tivéssemos um parecer jurídico. O Canada Post não é autor deste material. Nós fizemos a distribuição porque foi devidamente preparado e quando se olha para ele, há informação clara de onde veio e quem o publicou”, declarou Haines.

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O porta-voz da empresa ainda disse que as pessoas devem ir se queixar com a empresa destinatária. “Se alguém tiver dúvidas sobre o conteúdo, eles devem conversar com essa parte (empresa que recebeu o material). Eu posso dizer que nós pedimos desculpas se alguém se sentiu ofendido e que não vamos entregar mais do mesmo conteúdo”, garantiu John Haines.

Denise Cole, ativista LGBT do Canadá, disse que tal fato é inaceitável, pois há leis no país que proíbem atitudes discriminatórias. “Eu pensei que tivéssemos ultrapassado isto. Nós erguemos a bandeira do arco-íris em nossa comunidade durante as últimas duas semanas em apoio à diversidade e inclusão e, em seguida, o Canada Post permite propaganda e correio de ódio. Existem leis em vigor que proíbem a disseminação do discurso de ódio contra as pessoas LGBT”, protestou a ativista.

O porta-voz do People’s Gospel Hour de Halifax confirmou que o grupo encomendou os materiais mas não quis se pronunciar.

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