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09 de julho de 2019, 20h04

Site porta-voz de Moro faz nota confirmando áudio de Dallagnol

O site O Antagonista, porta-voz da Lava Jato e do governo Bolsonaro, divulgou o áudio inédito do coordenador da força-tarefa Deltan Dallagnol revelado nesta terça-feira (9) pelo The Intercept. Na matéria, a veracidade do material não é questionada, mas há uma tentativa de desqualificá-lo. “Só Verdevaldo para tratar o óbvio como notícia”, diz a matéria, referindo-se ao jornalista Glenn Greenwald, editor e fundador do The Intercept, que recebeu o prêmio Pulitzer, considerado o “Oscar do Jornalismo”, pelo seu trabalho no jornal The Guardian sobre o vazamento dos documentos do ex-agente da Agência Nacional de Segurança (NSA) Edward Snowden. No áudio, Dallagnol...

O site O Antagonista, porta-voz da Lava Jato e do governo Bolsonaro, divulgou o áudio inédito do coordenador da força-tarefa Deltan Dallagnol revelado nesta terça-feira (9) pelo The Intercept. Na matéria, a veracidade do material não é questionada, mas há uma tentativa de desqualificá-lo.

“Só Verdevaldo para tratar o óbvio como notícia”, diz a matéria, referindo-se ao jornalista Glenn Greenwald, editor e fundador do The Intercept, que recebeu o prêmio Pulitzer, considerado o “Oscar do Jornalismo”, pelo seu trabalho no jornal The Guardian sobre o vazamento dos documentos do ex-agente da Agência Nacional de Segurança (NSA) Edward Snowden.

No áudio, Dallagnol comemora a proibição do ex-presidente Lula ser entrevistado antes das eleições de 2018. “Além das motivações políticas impróprias que sempre negou publicamente, observe que Deltan – além da alegria que Lula ficaria em silêncio – a) tinha conhecimento secreto e prévio da decisão de Fux e b) especificamente queria ocultá-la para impedir que a Folha pudesse recorrer”, afirmou Greenwald sobre a fala do procurador.

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Ainda de acordo com editorial do The Intercept, “a comemoração de Dallagnol expõe mais uma vez sua hipocrisia e sua motivação política: antes de serem alvos de vazamentos, os procuradores da força-tarefa enfatizavam – em chats privados com seus colegas – a importância de uma imprensa livre, o direito de jornalistas de publicar materiais obtidos por vias ilegais e que a publicação desses materiais fortalece a democracia”.

Em nota, a Lava Jato diz que as conversas seriam “falsas acusações que contrastam com a realidade dos fatos”.

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