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25 de novembro de 2015, 20h57

Solange Couto, depois de interpretar 25 empregadas domésticas, denuncia racismo

A atriz utilizou a campanha "Senti na Pele", que reúne relatos de preconceito no mês da Consciência Negra, para criticar o racismo e os estereótipos que perpetuam na teledramaturgia brasileira

A atriz utilizou a campanha “Senti na Pele”, que reúne relatos de preconceito no mês da Consciência Negra, para criticar o racismo e os estereótipos que se perpetuam na teledramaturgia brasileira Por Redação Há mais de 30 anos na TV, a atriz Solange Couto, de 59 anos, já interpretou uma série de personagens. A carreira de sucesso da atriz, no entanto, esbarra em uma questão estrutural do país que é ainda mais perpetuada com a influência das telenovelas: os estereótipos de classe social e o racismo. Dos 37 papéis que interpretou em novelas e mini-séries, 25 deles deram vida a empregadas...

A atriz utilizou a campanha “Senti na Pele”, que reúne relatos de preconceito no mês da Consciência Negra, para criticar o racismo e os estereótipos que se perpetuam na teledramaturgia brasileira

Por Redação

Há mais de 30 anos na TV, a atriz Solange Couto, de 59 anos, já interpretou uma série de personagens. A carreira de sucesso da atriz, no entanto, esbarra em uma questão estrutural do país que é ainda mais perpetuada com a influência das telenovelas: os estereótipos de classe social e o racismo. Dos 37 papéis que interpretou em novelas e mini-séries, 25 deles deram vida a empregadas domésticas ou escravas. O número foi divulgado pela própria atriz em uma foto publicada pela campanha “Senti na Pele”, que reúne relatos de racismo e preconceito no mês da Consciência Negra.

“37 papéis, 25 negras/escravas, 5 dançarinas, 7 não estereotipadas”, escreveu no cartaz em que posou para a foto do ator Ernesto Xavier, um dos idealizadores da campanha.

solange

Reprodução/Instagram

Em entrevista a Xavier, Solange disse que, apesar do racismo, interpretou suas personagens “magistralmente bem”, mas que nunca tinha parado para analisar os números.

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“Eu não tinha percebido que só cinco de trinta e sete personagens eram pessoas médio ou bem posicionadas no mundo. Só essas 5 teriam de verdade o seu lugar no mundo? Uma posição bem vista, que poderia comprar uma joia ou aquele vestido? É triste”, disse.

Confira mais fotos e relatos de racismo na página do Facebook do “Senti na Pele”.

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