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05 de julho de 2019, 12h45

“Somos 200 milhões de trouxas”, diz Paulo Guedes em dia de pop star

Em palestra para investidores, Paulo Guedes arrancou aplausos e gargalhadas do público e comentou sobre temas nacionais e internacionais; os presentes o receberam com gritos de "presidente"

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Paulo Guedes, participou nesta quinta-feira (5) de evento voltado ao mercado financeiro em São Paulo e comentou sobre as dificuldades do governo e a reforma da Previdência. Empolgado com as reverências dos presentes, investidores que gritavam “meu presidente”, Guedes soltou suas frases polêmicas. “O Brasil é uma pirâmide de cabeça para baixo, com a União com o todo [de recursos], ao contrário dos Estados Unidos. Se falta segurança pública, hospital, saneamento, esse recurso tem que descer. Não pode estar lá em cima. Nós somos 200 milhões de trouxas, explorados por duas empreiteiras, quatro bancos, seis distribuidoras...

O ministro da Fazenda, Paulo Guedes, participou nesta quinta-feira (5) de evento voltado ao mercado financeiro em São Paulo e comentou sobre as dificuldades do governo e a reforma da Previdência. Empolgado com as reverências dos presentes, investidores que gritavam “meu presidente”, Guedes soltou suas frases polêmicas.

“O Brasil é uma pirâmide de cabeça para baixo, com a União com o todo [de recursos], ao contrário dos Estados Unidos. Se falta segurança pública, hospital, saneamento, esse recurso tem que descer. Não pode estar lá em cima. Nós somos 200 milhões de trouxas, explorados por duas empreiteiras, quatro bancos, seis distribuidoras de gás, uma produtora de petróleo”, avaliou o ministro no Expert XP 2019, de uma agência de investimentos.

Na palestra, Guedes se portou como um pop star e tratou de temas nacionais e internacionais, arrancando risos e aplausos do público. Depois de comentar sobre a Previdência e o Congresso, debochou do prefeito de Nova Iorque, que se recusou a receber Jair Bolsonaro. “O prefeito de NY não é liberal nem conservador: é um pássaro raro. Em uma cidade que recebe ditadores do mundo inteiro, o presidente do Brasil vai ser ridicularizado por um prefeito? Ridículo! Ele não tem noção de onde ele vive, é um tonto, um bobão”, disse o ministro.

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Ele ainda fez uma espécie de stand-up ao comentar sobre relações comerciais internacionais. “O eixo [econômico] do mundo mudou pra Ásia, está todo mundo saindo da miséria. O chinês, quando nasce, já amarra uma TV de tela plana nas costas, joga no [Oceano] Pacífico, vem pra cá e vende esse negócio. Enquanto isso, o Brasil, abraçado com a Argentina, afundou”, tirando gargalhadas dos investidores.

Com informações de Lucas Borges Teixeira, do UOL.

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