Itaú fecha agências, demite funcionários e prejudica clientes, denuncia sindicato
Entidade aponta que, somente na Baixada Santista, foram 13 unidades encerradas nos últimos cinco anos
A diretoria do Sindicato dos Bancários de Santos e Região promove, nesta quarta-feira (3), das 9h às 12 horas, manifestação na agência do Banco Itaú do José Menino, em Santos, no litoral paulista, à Avenida Pres. Wilson, nº 82.
O protesto, com cartazes e cartas abertas, visa denunciar aos clientes o fechamento de unidades e as demissões que atingem a todos, sejam usuários e funcionários.
O sindicato denuncia que “o cliente precisa se deslocar mais para encontrar uma agência, que já estará superlotada, com filas enormes, porque os bancários estão sobrecarregados. O acúmulo de funções vem adoecendo os bancários e demissões em massa aterrorizando o ambiente de trabalho, no maior banco da América Latina”.
A entidade destaca que os números reforçam a importância da manifestação. “Só nos primeiros nove meses deste ano, o Itaú lucrou R$ 34,5 bilhões. No entanto, foram mais de 1 mil demissões e centenas de agências encerradas. Somente em nossa região, na Baixada Santista, foram 13 unidades, nos últimos cinco anos. São centenas de agências fechadas com milhares de desempregados, em todo o Brasil, especialmente em pequenas e médias cidades como Santos. Quem sofre são os idosos e a população que depende do atendimento presencial”.
Metas e adoecimento
Elcio Quinta, trabalhador do Itaú e presidente do sindicato, ressalta que “os colegas estão sendo massacrados por metas, tensos com ameaças de demissão, muitos são demitidos e os restantes estão adoecendo numa gestão desumana, que busca o lucro com o suor e a vida dos bancários. É hora de associar-se ao nosso sindicato, na defesa dos direitos, salários e a humanização do local de trabalho”.
Cerca de 1 mil funcionários que trabalhavam em home office foram demitidos pelo Itaú, em setembro deste ano, depois de vigilância abusiva por inteligência artificial. Os trabalhadores estavam sendo monitorados há mais de seis meses, aponta o sindicato.
“As dispensas foram abusivas, sem nenhum respeito aos funcionários, sem direito à defesa, sem explicação plausível e, pior, para lucrar ainda mais. As ferramentas tecnológicas invadem sua intimidade”, completou Élcio Quinta.
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