#análise

15 de outubro de 2012, 15h04

Sem domínio, sem fatos

Por Paulo Moreira Leite: Talvez seja a idade, quem sabe as lembranças ainda vivas de quem atravessou a adolescência e o início da idade adulta em plena ditadura. Mas não consigo conviver com a ideia de que cidadãos como José Genoíno e José Dirceu possam ser condenados por corrupção ativa sem que sejam oferecidas provas consistentes e claras.


21 de março de 2012, 10h26

Ou o Brasil acaba com a saúva…

Os vinte e um anos de ditadura e o retorno a uma nova fase democrática, sustentada por interesses não muito claros sobre o que fazer após o período discricionário, acabaram por condenar o país ao registro de dezenas de partidos políticos, muitos deles sem qualquer representatividade. O espírito da concórdia e da anistia política substituiu, entre nós, o desejo de justiça. Somos um país bonzinho ao invés de justo.


18 de julho de 2011, 13h55

Márcio Pochmann: 70 anos de salário mínimo no Brasil

Por Márcio Pochmann: A política do salário mínimo no Brasil passou por profundas modificações, seja em seu objetivo, seja em seus resultados, desde sua introdução pelo presidente Getúlio Vargas, em 1940, durante o regime autoritário do Estado Novo (1937–1945). Sua história, contudo, registra quatro fases distintas. Mesmo ainda distante de seus objetivos originais, o mínimo nacional, por ser a remuneração de ingresso no mercado de trabalho organizado e a base da hierarquia salarial de grande parte das empresas, se mantém como referência dos salários.


12 de julho de 2011, 09h32

Mino Carta: A gestação do governo de Dilma

Estamos de volta a um clima político inquieto em que a mídia nativa se alia na mira do alvo único, a evocar os tempos do ataque a Lula e seu governo para culminar com o escândalo do chamado mensalão. A situação é parecida, mas não é igual. Em primeiro lugar, Dilma Rousseff não é o ex-operário que sentou no trono, embora tenha sido ungida por ele. E nos passos iniciais na Presidência, Dilma contou com a simpatia de boa parte da mídia, por mais medida que fosse e transparentemente voltada a afastar a criatura do criador.


31 de maio de 2011, 12h27

Uma entrevista com Marcos Nobre em 2009 analisando o modelo político FHC e Lula

Para quem leu a entrevista de Marcos Nobre reproduzida aqui, veja como ele analisava este modelo político polarizado nas alianças FHC/DEM e Lula/PMDB, em 2009 Marcos Nobre: crise revela fim da polarização PT-PSDB _________ Publicidade


31 de maio de 2011, 11h45

Marcos Nobre: “No Brasil, se uma questão é colocada imediatamente o problema é: a favor ou contra o governo?”

‘Dilma perdeu seu grande projeto político’ Entrevista com Marcos Nobre, IHU/Unisinos 30/05/2011 Depois de uma aparente lua-de-mel, que marcou os cem dias iniciais de seu governo, a presidente Dilma Rousseff enfrenta o revés da primeira grave crise política, com as denúncias envolvendo a súbita evolução patrimonial do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, e, na […]


09 de maio de 2011, 10h41

Bin Laden foi traído? Com certeza, sim

A desaparição de Bin Laden lança uma luz sombria sobre o Paquistão. Durante meses, o presidente Alí Zardari nos disse que Osama vivia em uma caverna no Afeganistão. E agora descobrimos que ele vivia em uma mansão no Paquistão. Foi traído? Claro que sim. O Paquistão sabia onde estava. Há uma pergunta muito óbvia sem resposta: as forças de segurança do Paquistão não poderiam ter capturado Bin Laden?


06 de maio de 2011, 17h58

Mino Carta: o Terror é anacrônico?

Por Mino Carta: O terrorismo não morre com Bin Laden, o próprio Barack Obama reconheceu no discurso do anúncio da ação fulminante que entregou a Alá o príncipe do terror. Não é prova de otimismo exagerado, contudo, admitir que o caminho da Al-Qaeda estreitou-se. A começar pelo fato de que não há substituto à altura para personagem tão carismática, feroz e determinada até a obsessão.


28 de março de 2011, 12h20

A ligação Cairo-Madison: luta dos trabalhadores

Por Noam Chomsky: As trajetórias das lutas laborais no Egipto e nos EUA estão a dirigir-se para direções opostas: para um ganho de direitos no Egipto; e para um enorme ataque nos EUA. De formas diferentes, o destino da democracia está em jogo tanto em Madison como na Praça Tahrir.


23 de março de 2011, 00h26

Líbia: reserva de 41,5 bilhões de barris, 1º país do ranking africano em volume e o 9º no mundo

O  blog Forças terrestres tem um olhar voltado para a questão da segurança, da defesa nacional, veja por exemplo este post sobre as defesas na Líbia Uma análise do sistema de defesa estratégico da Líbia. No post que destaco abaixo chama a atenção a dependência dos países europeus do petróleo da Líbia. Combates na Líbia: a […]


16 de dezembro de 2010, 10h37

Recado para a mídia: o PAC vai bem, obrigado

Da Agência T1: Toda vez que o governo federal apresenta a prestação de contas do PAC causa um rebuliço na imprensa. Como regra, esta tem um olhar que dá mais destaque para o que falta concluir do que para o foi efetivamente realizado. Além desse viés, a imprensa se prende mais ao que foi pago do que ao que foi realizado objetivamente.


26 de novembro de 2010, 21h00

Pomar: combates que o PT precisa travar

Por Valter Pomar: "Nossa avaliação das eleições presidenciais de 2010 deve começar sempre com uma tripla comemoração e com um forte agradecimento. Comemoração pela continuidade do processo de mudanças iniciado em janeiro de 2003, pela eleição da primeira mulher presidente da República e por termos derrotado mais uma vez a direita demotucana. Agradecimento ao povo de esquerda."


22 de novembro de 2010, 12h05

“A guerra se deu entre o preconceito e a verdadeira informação”

Em entrevista à Carta Maior, Marilena Chauí avalia a guerra eleitoral travada na disputa presidencial e chama a atenção para a dificuldade que a oposição teve em manter um alvo único na criação da imagem de Dilma Rousseff: "o preconceito começou com a guerrilheira, não deu certo; passou, então, para a administradora sem experiência política, não deu certo; passou para a afilhada de Lula, não deu certo; desembestou na fúria anti-aborto, e não deu certo.


08 de outubro de 2010, 12h12

Mino Carta: Dilma, mostre que é de briga!

Dilma e Lula, há pelo menos um mês, aceitaram a pauta da oposição. Serra pauta a mídia, que pauta a Dilma. O Lula e a Dilma parecem o Parreira. O time deles só toca a bola de lado. É a hora de deixar o parreirismo de lado, e partir pra cima. Não sou eu, apenas, quem estou dizendo. É o Mino Carta. Ele sabe das coisas.


03 de outubro de 2010, 01h08

Por que o lulismo cresceu e Dilma caiu?

Houve nas últimas semanas um duplo movimento, aparentemente contraditório, na disputa eleitoral. De um lado, nos Estados, a onda lulista cresceu - com vitórias estrondosas na disputa pelo Senado, especialmente. De outro lado, Dilma recuou - apesar de ter ficado a apenas 3 pontos de liquidar eleição no domingo.