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12 de julho de 2019, 15h31

Terreiro de candomblé com mais de 50 anos é destruído no Rio de Janeiro

Traficantes invadiram o local e obrigaram a sacerdotisa responsável pelo espaço a destruir todos os símbolos que representavam os orixás

Foto: Reprodução/TV Globo
Um terreiro de candomblé, que funciona há mais de 50 anos no bairro Parque Paulista, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, Rio de Janeiro, foi destruído por traficantes, nesta quinta-feira (11). Os criminosos invadiram o local e obrigaram a sacerdotisa responsável pelo espaço a destruir todos os símbolos que representavam os orixás. Inscreva-se no nosso Canal do YouTube, ative o sininho e passe a assistir ao nosso conteúdo exclusivo. Armados, os traficantes ameaçaram voltar ao terreiro para incendia o espaço. O caso foi registrado na Delegacia de Combate a Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). Ivanir dos Santos, interlocutor da...

Um terreiro de candomblé, que funciona há mais de 50 anos no bairro Parque Paulista, em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, Rio de Janeiro, foi destruído por traficantes, nesta quinta-feira (11).

Os criminosos invadiram o local e obrigaram a sacerdotisa responsável pelo espaço a destruir todos os símbolos que representavam os orixás.

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Armados, os traficantes ameaçaram voltar ao terreiro para incendia o espaço.

O caso foi registrado na Delegacia de Combate a Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi).

Ivanir dos Santos, interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) do estado, declarou que casos como este aumentaram no Rio de Janeiro.

Ameaças

“Nós temos hoje mais de 200 casas ameaçadas, onde algumas pessoas foram expulsas e outras casas quebradas. Nós conversamos com o Ministério Público e o governador, ele ficou de marcar uma plenária conosco em que todas as religiões estavam presentes e as vítimas, e com a sua equipe de segurança, tomar medidas concretas. Não foram tomadas até o dia de hoje”, disse Ivanir.

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Uma caminhada em defesa da liberdade religiosa está marcada para este domingo (14). “Vamos ter que fazer uma vigília na porta do governador. Eu não tenho dúvidas de que se fosse em uma sinagoga ou uma igreja cristã a atitude do estado seria outra totalmente diferente”, acrescentou Ivanir.

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