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05 de agosto de 2018, 23h38

‘Todos por Tatiane Spitzner’: irmã de vítima cria campanha nas redes contra feminicídio

Luana busca alertar sobre relacionamentos abusivos, como também ajudar mulheres que sofrem violência, seja física ou psicológica

Luana, irmã de Tatiane Spitzner, criou páginas no Facebook e no Instagram para incentivar as mulheres na luta contra relacionamentos abusivos e a violência. “Toda essa exposição em redes sociais não é em vão. Dói? Dói. Mas além de lutar por justiça, mostrar nossa força e indignação, queremos alertar sobre relacionamentos abusivos, como também ajudar mulheres que sofrem violência, seja física ou psicológica. Precisamos ter voz, denunciar, perder a vergonha e o medo. Diariamente recebemos relatos absurdos de mulheres que vivem essa triste realidade. Felizmente, muitas estão abrindo os olhos e procurando ajuda”, diz. Tatiane foi agredida pelo marido e...

Luana, irmã de Tatiane Spitzner, criou páginas no Facebook e no Instagram para incentivar as mulheres na luta contra relacionamentos abusivos e a violência.

“Toda essa exposição em redes sociais não é em vão. Dói? Dói. Mas além de lutar por justiça, mostrar nossa força e indignação, queremos alertar sobre relacionamentos abusivos, como também ajudar mulheres que sofrem violência, seja física ou psicológica. Precisamos ter voz, denunciar, perder a vergonha e o medo. Diariamente recebemos relatos absurdos de mulheres que vivem essa triste realidade. Felizmente, muitas estão abrindo os olhos e procurando ajuda”, diz.

Tatiane foi agredida pelo marido e morta após cair do quarto andar do prédio onde morava em Guarapuava (PR). Imagens das câmeras de segurança mostram a agressão. Ela tentou fugir e pedir socorro. Segundo os investigadores, as imagens são decisivas para confirmar que Tatiane foi vítima de feminicídio. O marido, Luís Felipe Manvailer, foi preso.

Segundo Luana, Tatiane disse a ela que iria pedir o divórcio na noite do crime. “Eu percebi que estava um em um canto, outro no outro. Deu pra ver que eles não estavam bem. Ela estava aproveitando a festa com os amigos dela e ele estava no canto dele. Aí uma hora ela sentou no sofá comigo e falou: ‘Lu, agora eu vou divorciar, eu quero divorciar’. E eu falei: ‘claro Tati, faça o que você achar melhor’”, disse à Record TV.

Veja também:  Interdição Já!, por Marcelo Uchôa

Com uma taxa de 4,8 assassinatos em 100 mil mulheres, o Brasil está entre os países com maior índice de homicídios femininos: ocupa a quinta posição em um ranking de 83 nações, segundo dados do Mapa da Violência 2015 (Cebela/Flacso).

 

 

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