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04 de maio de 2019, 12h14

Toffoli insinua em jantar com juristas que fundação da Lava Jato é crime

“Recursos devem voltar para os cofres da União. Isso tem até nome no Código Penal, mas não vou dizer o tipo”, disse o presidente do STF

Foto: Nelson Jr./STF
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, insinuou, em jantar de desagravo ao STF realizado na noite desta sexta-feira (3), em São Paulo, que é crime a tentativa da força-tarefa da Lava Jato de usar os R$ 2,5 bilhões ressarcidos à Petrobrás para criar uma fundação. O ministro disse que autoridades tentam se apossar das instituições e, de forma implícita, criticou a tentativa da Lava Jato de usar os R$ 2,5 bilhões da Petrobrás para criar uma fundação, insinuando que a atitude é criminosa. “O que não pode é querer ser dono do poder usando inclusive recursos para isso. Recursos devem voltar para os cofres da União....

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, insinuou, em jantar de desagravo ao STF realizado na noite desta sexta-feira (3), em São Paulo, que é crime a tentativa da força-tarefa da Lava Jato de usar os R$ 2,5 bilhões ressarcidos à Petrobrás para criar uma fundação.

O ministro disse que autoridades tentam se apossar das instituições e, de forma implícita, criticou a tentativa da Lava Jato de usar os R$ 2,5 bilhões da Petrobrás para criar uma fundação, insinuando que a atitude é criminosa.

“O que não pode é querer ser dono do poder usando inclusive recursos para isso. Recursos devem voltar para os cofres da União. Isso tem até nome no Código Penal, mas não vou dizer o tipo”, disse o presidente do STF.

A tentativa de procuradores da Lava Jato de usar o dinheiro da Petrobrás foi barrada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Diante de mais de 300 pessoas, entre eles alguns dos principais advogados do País, Toffoli disse que as instituições democráticas estão sob ataque e precisam ser defendidas pela sociedade.

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“Há quem diga que o STF não precisa ser defendido. Será que a democracia não precisa ser defendida? É preciso que defendamos diuturnamente as instituições responsáveis pelo estado democrático de direito e pela democracia”, afirmou.

Com informações do Estadão

 

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