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23 de junho de 2019, 14h07

#TontosdoMBL dizem que querem jogar movimento contra Moro às vésperas de ato em defesa do ex-juiz

"A tentativa de jogar MBL contra Moro nas vésperas das manifestações do dia 30 mostra com muita clareza que esses vazamentos ilegais não têm o objetivo de apontar irregularidades na Lava Jato", publicou Kim Kataguiri (DEM/SP)

Kim Kataguiri e Fernando Holiday, do MBL (Reprodução)
Lideranças do Movimento Brasil Livre (MBL), chamados de “tontos do MBL” pelo ministro da Justiça Sergio Moro, usaram as redes sociais para rebater as críticas do ex-juiz, divulgadas neste domingo (23) pelo site The Intercept e pela Folha de S.Paulo, ao grupo que foi um dos alicerces de apoio da Lava Jato. Para o deputado federal Kim Kataguiri (DEM/SP), há uma “tentativa de jogar MBL contra Moro nas vésperas das manifestações do dia 30”. Na data, o MBL convocou um ato em defesa do ex-juiz e da Lava Jato. “A tentativa de jogar MBL contra Moro nas vésperas das manifestações...

Lideranças do Movimento Brasil Livre (MBL), chamados de “tontos do MBL” pelo ministro da Justiça Sergio Moro, usaram as redes sociais para rebater as críticas do ex-juiz, divulgadas neste domingo (23) pelo site The Intercept e pela Folha de S.Paulo, ao grupo que foi um dos alicerces de apoio da Lava Jato.

Para o deputado federal Kim Kataguiri (DEM/SP), há uma “tentativa de jogar MBL contra Moro nas vésperas das manifestações do dia 30”. Na data, o MBL convocou um ato em defesa do ex-juiz e da Lava Jato.

“A tentativa de jogar MBL contra Moro nas vésperas das manifestações do dia 30 mostra com muita clareza que esses vazamentos ilegais não têm o objetivo de apontar irregularidades na Lava Jato. Trata-se de um ataque desesperado de uma esquerda radical, criminosa e moribunda”, tuitou.

Já o vereador Fernando Holiday (DEM/SP) foi mais contido na defesa, compartilhando a resposta de Moro aos veículos. “Moro afirma que sempre respeitou o MBL e volta a criticar invasão de celulares”, tuitou, com reportagem da Folha anexo.

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Na resposta à reportagem, Moro diz que o movimento teve um “papel cívico importante no apoio ao combate à corrupção”.

“(O ministro) Repudia ainda a divulgação de suposta mensagem com o intuito único de gerar animosidade com movimento político que sempre respeitou e que teve papel cívico importante no apoio ao combate à corrupção”, disse o ministério da Justiça em nota.

Tontos
Em 2016, Moro pediu ao procurador Deltan Dallagnol que ajudasse a conter o MBL, após protesto em frente ao apartamento do ministro Teori Zavascki em Porto Alegre, quando militantes estenderam faixas que o chamavam de “traidor” e “pelego do PT” e pediam que deixasse “Moro trabalhar”.

“Nao.sei se vcs tem algum contato mas alguns tontos daquele movimento brasil livre foram fazer protesto na frente do condominio.do ministro (SIC)”, digitou Moro no Telegram, no fim da noite. “Isso não ajuda evidentemente”.

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