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09 de fevereiro de 2012, 13h56

Toques Musicais

Por Julinho Bittencourt     No último mês de março tivemos outro Carnaval, a maior e mais conhecida festa popular deste país repleto de festas. Naquela semana, em todos os cantos e regiões, cada uma à sua maneira, se passou, mais uma vez, aquela que talvez seja a maior festa negra do mundo fora do continente africano. A despeito de exageros midiáticos aqui e acolá, a extrema criatividade do povo brasileiro é celebrada neste período numa explosão infinda de sensualidade e beleza. Uma cultura profusa e rica que, sem a menor sombra de dúvidas, tem como ponto de partida o...

Por Julinho Bittencourt

 

 

No último mês de março tivemos outro Carnaval, a maior e mais conhecida festa popular deste país repleto de festas. Naquela semana, em todos os cantos e regiões, cada uma à sua maneira, se passou, mais uma vez, aquela que talvez seja a maior festa negra do mundo fora do continente africano.

A despeito de exageros midiáticos aqui e acolá, a extrema criatividade do povo brasileiro é celebrada neste período numa explosão infinda de sensualidade e beleza. Uma cultura profusa e rica que, sem a menor sombra de dúvidas, tem como ponto de partida o tráfico de escravos africanos para o Brasil iniciado há quase quinhentos anos.

E este momento terrível e fundamental para a formação da nossa etnia e herança cultural nos remete, entre outros lugares, à emblemática Ilha de Gorée, no Senegal. Do local, conhecido como “Porta da viagem sem retorno”, calcula-se que tenham partido para o novo mundo, especialmente para a costa brasileira, mais de um milhão de escravos. Entre eles, diversas crianças, que aguardavam dentro de uma pequena cela a hora de ganhar o Atlântico e perder, ainda na primeira idade, seus parentes, seu país e sua cultura, de forma definitiva e irreversível.

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