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28 de fevereiro de 2018, 17h44

TRF-4 nega novo pedido de suspeição contra Sergio Moro

Além do pedido de suspeição, a defesa requeria a redistribuição para outro magistrado do processo que averígua a propriedade dos imóveis em São Bernardo do Campo (SP)

Segundo o desembargador federal João Pedro Gebran Neto, eventuais manifestações do magistrado em textos jurídicos ou palestras de natureza acadêmica, informativa ou cerimonial não conduz à suspeição – Foto: Reprodução/YouTube A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou nesta quarta-feira (28), por unanimidade, novo pedido de exceção de suspeição feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o juiz federal Sergio Moro. Além do pedido de suspeição, a defesa requeria a redistribuição para outro magistrado do processo que averígua a propriedade dos imóveis em São Bernardo do Campo (SP), um apartamento ocupado pelo...

Segundo o desembargador federal João Pedro Gebran Neto, eventuais manifestações do magistrado em textos jurídicos ou palestras de natureza acadêmica, informativa ou cerimonial não conduz à suspeição – Foto: Reprodução/YouTube

A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou nesta quarta-feira (28), por unanimidade, novo pedido de exceção de suspeição feito pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o juiz federal Sergio Moro. Além do pedido de suspeição, a defesa requeria a redistribuição para outro magistrado do processo que averígua a propriedade dos imóveis em São Bernardo do Campo (SP), um apartamento ocupado pelo ex-presidente Lula e um terreno que seria para uso do Instituto Lula. As informações são do TRF-4.

Segundo o advogado do ex-presidente, Moro teria se tornado suspeito ao participar como palestrante do 4º Evento Anual Petrobras em Compliance, na sede da estatal, no dia 8 de dezembro do ano passado. Na ocasião, segundo a defesa, o magistrado teria aconselhado a Petrobras, que é assistente de acusação em processos da Operação Lava Jato, sobre medidas de prevenção e combate à corrupção e a respeito de matérias pendentes de julgamento, havendo ligação entre o tema abordado e os fatos apurados na ação penal.

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Segundo o relator, desembargador federal João Pedro Gebran Neto, eventuais manifestações do magistrado em textos jurídicos ou palestras de natureza acadêmica, informativa ou cerimonial a respeito de crimes de corrupção não conduz à suspeição para julgar processos relacionados à Operação Lava Jato.

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