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22 de abril de 2019, 15h53

Trinta anos após fim do comunismo na Hungria, Eduardo Bolsonaro visita o país e diz: “Vim lutar contra o socialismo”

O filho do presidente é alinhado com as políticas eurocéticas implementadas pelo primeiro-ministro húngaro, o populista Viktor Orbán

Foto: Reprodução/Youtube
O deputado federal e presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Eduardo Bolsonaro, está em visita a Budapeste, na Hungria. Em entrevista à Euronews, o filho do presidente declarou: “Vim lutar contra o socialismo”. Ele só “esquece” que sua visita ocorre 30 anos depois do fim dos governos comunistas no país. A Hungria foi uma das primeiras nações da região a implantar o processo de reformas políticas e econômicas. Em junho de 1989, o novo governo começou a abrir as fronteiras do país com a Áustria e, em um gesto simbólico, rompeu a chamada “Cortina de Ferro”. A medida...

O deputado federal e presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, Eduardo Bolsonaro, está em visita a Budapeste, na Hungria. Em entrevista à Euronews, o filho do presidente declarou: “Vim lutar contra o socialismo”.

Ele só “esquece” que sua visita ocorre 30 anos depois do fim dos governos comunistas no país. A Hungria foi uma das primeiras nações da região a implantar o processo de reformas políticas e econômicas. Em junho de 1989, o novo governo começou a abrir as fronteiras do país com a Áustria e, em um gesto simbólico, rompeu a chamada “Cortina de Ferro”. A medida deu o pontapé inicial para o fim do comunismo na Europa do Leste.

Eduardo Bolsonaro é alinhado com as políticas eurocéticas (descrença sobre a União Europeia) implementadas pelo primeiro-ministro húngaro, o populista Viktor Orbán. O filho do presidente criticou o multimilionário George Soros e disse que a América Latina era governada por presidentes socialistas e que as pessoas já não os queriam.

Por isso, argumentou, “optam por Governos conservadores a nível social e a favor de políticas de mercado”.

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Agenda

Eduardo Bolsonaro esteve com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Péter Szijjártó, e deverá ser recebido por Orbán, o único chefe de governo de países da União Europeia que esteve na posse de Jair Bolsonaro.

Após visita à Hungria, Eduardo vai para a Itália, onde se encontrará com Matteo Salvini, vice-primeiro-ministro, outra das principais figuras do populismo eurocético no poder no continente no momento.

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