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21 de junho de 2017, 10h29

Um mês após operação desastrosa de Doria e Alckmin, Cracolândia está a 400 metros do local original

Ao fim do trabalho policial, o prefeito João Doria disse que, após mais de dez anos, a Cracolândia enfim havia acabado”. Segundo ele, a partir de então, a região deveria ser chamada de Nova Luz. Os dependentes químicos, no entanto, passaram a se concentrar em grande número na Praça Princesa Isabel e até barracas voltaram a montar.

Ao fim do trabalho policial, o prefeito João Doria disse que, após mais de dez anos, a Cracolândia enfim havia acabado”. Segundo ele, a partir de então, a região deveria ser chamada de Nova Luz. Os dependentes químicos, no entanto, passaram a se concentrar em grande número na Praça Princesa Isabel e até barracas voltaram a montar. Da Redação* Nesta quarta-feira (21), um mês depois da ação desastrosa realizada pela prefeitura municipal e governo do Estado para acabar com a região conhecida como Cracolândia, no centro de São Paulo, os dependentes químicos se instalaram na Praça Princesa Isabel, que fica a cerca...

Ao fim do trabalho policial, o prefeito João Doria disse que, após mais de dez anos, a Cracolândia enfim havia acabado”. Segundo ele, a partir de então, a região deveria ser chamada de Nova Luz. Os dependentes químicos, no entanto, passaram a se concentrar em grande número na Praça Princesa Isabel e até barracas voltaram a montar.

Da Redação*

Nesta quarta-feira (21), um mês depois da ação desastrosa realizada pela prefeitura municipal e governo do Estado para acabar com a região conhecida como Cracolândia, no centro de São Paulo, os dependentes químicos se instalaram na Praça Princesa Isabel, que fica a cerca de 400 metros do antigo ponto de concentração.

Na manhã do dia 21 de maio, a polícia entrou no cruzamento da Rua Helvétia e a Alameda Dino Bueno para retirar usuários e traficantes de drogas que se concentravam no local. Com truculência, sem planejamento e acompanhamento médico, a polícia entrou na Cracolândia, efetuou prisões e espantou dependentes, o que fez com que a concentração apenas se transferisse para um local próximo.

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Ao fim do trabalho policial, o prefeito João Doria chegou a dizer que, após mais de dez anos, a Cracolândia enfim havia acabado – ao menos “fisicamente”. Segundo ele, a partir de então, a região deveria ser chamada de Nova Luz. Os dependentes químicos, no entanto, passaram a se concentrar em grande número na Praça Princesa Isabel e até barracas voltaram a montar.

Apesar do mercado de drogas a céu aberto já não funcionar como antes, os traficantes seguem atuando na região e não é difícil ver pessoas circulando livremente com cachimbos de crack às mãos.

Durante a ação policial, que contou com a participação das polícias Civil e Militar, armas, máquinas de cartão de crédito, celulares e pinos usados para embalar entorpecentes foram apreendidos na Cracolândia. As forças policiais também prenderam suspeitos de vender drogas e outros que, de acordo com as investigações, faziam a “segurança” armada do tráfico.

Usuários, que, em tese, não seriam o foco da operação, saíram correndo em meio a bombas e disparos da polícia e se dispersaram pelo Centro. Houve tumulto e, na fuga, alguns aproveitaram para saquear comércios da região. Primeiramente, eles se espalharam por vias, como a Rua dos Gusmões e a Avenida Duque de Caxias, e só depois, ocuparam a Praça Princesa Isabel

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Doria promete revitalizar a região da Nova Luz até o fim de 2019. Para cumprir o prazo, vai utilizar uma manobra jurídica polêmica para tomar posse de imóveis particulares do bairro em caráter de emergência. O tucano disse que vai demoli-los para reurbanizar a área e construir, entre outros equipamentos públicos, prédios populares e um hospital no local. A demolições já começaram e, inclusive, deixaram feridos em um acidente, quando um prédio foi derrubado com moradores dentro.

*Com informações do G1

Foto: César Ogata

 

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