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08 de dezembro de 2018, 08h23

Vaidades e disputas internas por poder ameaçam PSL de isolamento

Lideranças discutem em grupo de WhatsApp e articulação de “blocão” para tirar o partido dos principais cargos de comando da Câmara são os grandes problemas da legenda de Jair Bolsonaro

Foto: Reprodução Uma reunião agendada por Jair Bolsonaro para a próxima quarta-feira (12), em Brasília, foi a solução encontrada para tentar encerrar uma série de conflitos internos, que ameaçam deixar o PSL, partido do presidente militar, em total isolamento. O intuito do encontro é buscar apaziguar os ânimos na segunda maior bancada da Câmara dos Deputados (só perde para o PT), com 52 parlamentares eleitos, de acordo com informações de Angela Boldrini, Ranier Bragon, Camila Mattoso e Gabriela Sá Pessoa, da Folha de S.Paulo. Além das questões internas, existe a articulação para a formação de um “blocão” por inúmeras outras...

Foto: Reprodução

Uma reunião agendada por Jair Bolsonaro para a próxima quarta-feira (12), em Brasília, foi a solução encontrada para tentar encerrar uma série de conflitos internos, que ameaçam deixar o PSL, partido do presidente militar, em total isolamento. O intuito do encontro é buscar apaziguar os ânimos na segunda maior bancada da Câmara dos Deputados (só perde para o PT), com 52 parlamentares eleitos, de acordo com informações de Angela Boldrini, Ranier Bragon, Camila Mattoso e Gabriela Sá Pessoa, da Folha de S.Paulo.

Além das questões internas, existe a articulação para a formação de um “blocão” por inúmeras outras legendas, para deixar o PSL fora dos principais postos de comando da Câmara. Partidos que compõem o chamado “centrão” (PP, PR, PTB, PSD, entre outros) e aliados (MDB, DEM e PSDB) debatem uma maneira de formar um bloco para disputar a presidência da Câmara, hoje nas mãos de Rodrigo Maia (DEM-RJ).

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O “blocão” excluiria o PSL e o PT e os outros seis cargos da Mesa. Por isso, integrantes da cúpula do PSL tentam negociar uma aliança com algum desses partidos com o objetivo de esvaziar o “blocão” e conseguir cargos de comando.

Bate-boca

Enquanto isso, Eduardo Bolsonaro, o deputado federal mais votado do país e filho do presidente militar, trocou acusações com a deputada eleita Joice Hasselmann (SP), a segunda mais votada, em um grupo de WhatsApp.

Chamado por ela de infantil e de estar liderando uma articulação política “abaixo da linha da miséria”, Eduardo não poupou palavras e disse que a jornalista era “sonsa” e que tem “fama de louca”.

Durante evento em São Paulo, Major Olímpio afirmou que Joice está isolada. “Não há conflito de todos contra um, é só um se adequar”. Em seu Twitter, a deputada novata rebate: “Ele (Olímpio) comanda o partido com truculência, aos gritos, com ameaças aos desafetos. Expulsou pessoas, tentou me expulsar, colocou os ‘seus’ nos diretórios e excluiu gente que deu a vida na campanha”.

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Joice conta com apoio, entre outros, do deputado eleito Julian Lemos (PB), amigo de Jair Bolsonaro, que também sofreu críticas públicas recentes de um dos filhos dele, o vereador Carlos Bolsonaro.

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