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23 de junho de 2019, 07h17

Vaza Jato: Moro diz que “tontos do MBL” fizeram manifestação para defendê-lo

Grupo organizou protesto que ocorreu em frente à casa do então ministro Teori Zavascki

Protesto em frente ao apartamento do ministro do STF Teori Zavascki, em 2016
O ex-juiz e agora ministro da Justiça no governo Bolsonaro, Sergio Moro, chamou militantes do Movimento Brasil Livre (MBL) de “tontos”, segundo revelou novos vazamentos do escândalo da Vaza Jato. Novas conversas foram divulgadas neste domingo (23), pelo jornal Folha de S. Paulo em parceria com o The Intercept. “Nao.sei se vcs tem algum contato mas alguns tontos daquele movimento brasil livre foram fazer protesto na frente do condominio.do ministro”, digitou Moro no Telegram, no fim da noite. “Isso nao ajuda evidentemente”, escreveu Moro ao procurador Deltan Dallagnol. Moro se referia a um protesto que ocorreu em frente à casa do...

O ex-juiz e agora ministro da Justiça no governo Bolsonaro, Sergio Moro, chamou militantes do Movimento Brasil Livre (MBL) de “tontos”, segundo revelou novos vazamentos do escândalo da Vaza Jato. Novas conversas foram divulgadas neste domingo (23), pelo jornal Folha de S. Paulo em parceria com o The Intercept. “Nao.sei se vcs tem algum contato mas alguns tontos daquele movimento brasil livre foram fazer protesto na frente do condominio.do ministro”, digitou Moro no Telegram, no fim da noite. “Isso nao ajuda evidentemente”, escreveu Moro ao procurador Deltan Dallagnol.

Moro se referia a um protesto que ocorreu em frente à casa do então ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal), em 22 de março de 2016, no bairro Bela Vista, em Porto Alegre. Na ocasião faixas com os dizeres “pelego do PT”, “Teori traidor” e “deixa o Moro trabalhar” foram penduradas na fachada do prédio. O ministro, relator dos inquéritos sobre a denúncia de corrupção da Petrobras no STF, havia determinado que Moro encaminhasse todas as investigações envolvendo o ex-presidente Lula na Lava Jato para o tribunal. Teori decretou ainda sigilo em interceptações telefônicas envolvendo Lula, que atingiram a presidente Dilma Rousseff.

Veja também:  Com Moro, Dallagnol festeja por não ter sofrido punição de Conselhos do MP e da Justiça por palestras

De acordo com as conversas da Vaza Jato, após a mensagem de Moro, Dallagnol disse que talvez fosse melhor não fazer nada. “Não sendo violento ou vandalizar, não acho que seja o caso de nos metermos nisso por um lado ou outro.”  Conforme os vazamentos, mais tarde, o procurador disse que a força-tarefa não tinha contato com o MBL, e Moro não insistiu mais no assunto.

Em nota, a assessoria de Moro afirmou que “repudia a divulgação de suposta mensagem com o intuito único de gerar animosidade com movimento político que sempre respeitou e que teve papel cívico importante no apoio ao combate à corrupção”, em uma referência ao MBL (Movimento Brasil Livre).

 

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