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11 de março de 2015, 17h58

Venezuela: Assembleia Nacional autoriza Maduro a governar por decreto

Votação em segundo turno acontece neste domingo; para presidente venezuelano, Lei Habilitante ajudará país a tomar ações "anti-imperialistas" diante das recentes sanções anunciadas pelos Estados Unidos

Votação em segundo turno acontece neste domingo; para presidente venezuelano, Lei Habilitante ajudará país a tomar ações “anti-imperialistas” diante das recentes sanções anunciadas pelos Estados Unidos  Por Opera Mundi  Um dia após o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pedir permissão ao Congresso para governar por decreto, a Assembleia Nacional do país aprovou na madrugada desta quarta-feira (11/03), em primeiro turno, a solicitação. Segundo o mandatário, a chamada Lei Habitante permite que o governo tome ações “anti-imperialistas” para “defender a integridade, a paz, a soberania e a tranquilidade” do território.A votação em segundo turno texto acontecerá no próximo domingo (15/03). Caso tenha respaldo com...

Votação em segundo turno acontece neste domingo; para presidente venezuelano, Lei Habilitante ajudará país a tomar ações “anti-imperialistas” diante das recentes sanções anunciadas pelos Estados Unidos 

Por Opera Mundi 

Um dia após o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pedir permissão ao Congresso para governar por decreto, a Assembleia Nacional do país aprovou na madrugada desta quarta-feira (11/03), em primeiro turno, a solicitação.

Segundo o mandatário, a chamada Lei Habitante permite que o governo tome ações “anti-imperialistas” para “defender a integridade, a paz, a soberania e a tranquilidade” do território.

A votação em segundo turno texto acontecerá no próximo domingo (15/03). Caso tenha respaldo com a nova medida, Maduro estará autorizado a fazer decretos nos próximos seis meses, sem precisar da autorização do Legislativo.

Trata-se de uma resposta do governo da Venezuela à decisão anunciada na terça (10/03) pelo presidente norte-americano, Barack Obama, que anunciou aumentar sanções e classificou o país como uma “ameaça à segurança nacional”.

“Obama decidiu cumprir pessoalmente a tarefa de derrubar meu governo e intervir na Venezuela”, criticou Maduro ontem. “Tenho informação de primeira mão de outras pretensões do governo dos Estados Unidos e, como chefe de Estado e de governo, estou obrigado a aplicar a constituição em todas as suas partes”, acrescentou, segundo informações da Deutsche Welle.

Ainda ontem, Cuba classificou a ordem de sanção norte-americana de “arbitrária e agressiva”, oferecendo “apoio incondicional” ao governo venezuelano. O próprio ex-presidente cubano, Fidel Castro, escreveu uma carta destinada a Maduro, em que elogia o discurso “brilhante” e “valente” do venezuelano.

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