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17 de outubro de 2015, 16h12

Vestibulando de medicina é alvo de racismo nas redes

O jovem negro estudará na Universidade de Buenos Aires e postou uma foto vestindo uma blusa da instituição; no post, ele incentivava outros estudantes a persistirem nos seus objetivos mas foi ofendido com comentários de cunho racista; “Ué, não sabia que negro podia ser médico, quem se arriscaria em uma consulta?” Por Sul 21 No grupo Vestibulandos de Medicina, jovens trocam mensagens de apoio e compartilham informações pelo Facebook. A postagem de um jovem negro, porém, trouxe à tona comentários de cunho racista por parte dos futuros médicos. Diogo Medeiros, de 24 anos, irá estudar o curso na Universidade de Buenos...

O jovem negro estudará na Universidade de Buenos Aires e postou uma foto vestindo uma blusa da instituição; no post, ele incentivava outros estudantes a persistirem nos seus objetivos mas foi ofendido com comentários de cunho racista; “Ué, não sabia que negro podia ser médico, quem se arriscaria em uma consulta?”

Por Sul 21

No grupo Vestibulandos de Medicina, jovens trocam mensagens de apoio e compartilham informações pelo Facebook. A postagem de um jovem negro, porém, trouxe à tona comentários de cunho racista por parte dos futuros médicos. Diogo Medeiros, de 24 anos, irá estudar o curso na Universidade de Buenos Aires (UBA), na Argentina, e postou uma foto sua com o moletom da futura faculdade.

No texto, ele incentivava outros estudantes que estejam tentando vagas para Medicina, “Não importa quem você é, apenas tenha a certeza que você pode ser quem deseja. Basta acreditar em seu potencial”, postou Diogo, que mora em Nova Iguaçu.

No entanto, a mensagem de incentivo logo recebeu uma série de comentários racistas como “ué, não sabia que negro podia ser médico, quem se arriscaria em uma consulta?”, “só porque o cara é feio e da cor de fita isolante ele não pode ser feliz?”, “Se não tivesse cota duvido que conseguiria” e “temos que acabar com o preconceito entre negros e humanos”. Por outro lado, alguns estudantes também publicaram mensagem de apoio. “Como futuros médicos vão atender pacientes sendo racistas?”, questionava um deles.

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Ao jornal O Dia, Diogo contou que estudou por quatro anos antes de entrar na faculdade. Ele irá registrar queixa na Delegacia de Repressão a Crimes de Informática. O jovem é órfão e relatou que decidiu ser médico após a morte de sua mãe, que foi atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, por isso, sonha em ter uma clínica para atender pessoas sem condições financeiras.

Foto: Reprodução/Facebook

 

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