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12 de novembro de 2018, 15h52

VÍDEO: Cena inédita de filme que retrata o golpe parlamentar mostra duelo entre manifestantes e políticos

O filme "Excelentíssimo", que estreia dia 22, retrata todo o processo que culminou no golpe parlamentar que destituiu Dilma Rousseff (PT) da Presidência da República.

Em cena inédita divulgada nesta segunda-feira (12), o cineasta Douglas Duarte, diretor do filme “Excelentíssimos”, mostra o embate entre manifestantes e políticos em frente ao Palácio do Planalto. O filme, que estreia dia 22, retrata todo o processo que culminou no golpe parlamentar que destituiu Dilma Rousseff (PT) da Presidência da República. “Em setembro de 2015, meu plano não era retratar a democracia brasileira virando fumaça. No correr de alguns meses, me deparei com um Congresso dominado pela influência de Eduardo Cunha, o qual decidiu que era hora de encerrar o mandato de Dilma Rousseff. No lugar da ideia inicial...

Em cena inédita divulgada nesta segunda-feira (12), o cineasta Douglas Duarte, diretor do filme “Excelentíssimos”, mostra o embate entre manifestantes e políticos em frente ao Palácio do Planalto. O filme, que estreia dia 22, retrata todo o processo que culminou no golpe parlamentar que destituiu Dilma Rousseff (PT) da Presidência da República.

“Em setembro de 2015, meu plano não era retratar a democracia brasileira virando fumaça. No correr de alguns meses, me deparei com um Congresso dominado pela influência de Eduardo Cunha, o qual decidiu que era hora de encerrar o mandato de Dilma Rousseff. No lugar da ideia inicial – meio ingênuo e pitoresco, admito hoje – surgiu diante de nossas lentes e microfones um Congresso onde quem dava as cartas eram figuras desconhecidas do grande público e onde muito era decidido a portas fechadas, fora de nosso alcance. Ninguém falava de outra coisa que não o impeachment. Meu filme havia sido sequestrado junto com nossa democracia.”, explica Duarte.

O filme mostra também imagens das manifestações populares contra o golpe, além de símbolos caricatos do decorrer dos trâmites políticos, como o “Pato da FIESP”, e personagens polêmicos, como Jair Bolsonaro, Eduardo Cunha e Marco Feliciano, além de deputados menos conhecidos, como Carlos Marun, Silvio Costa, Bruno Araújo, Carlos Sampaio, que tocaram o processo de impeachment.

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“Se antes registraríamos o cotidiano de gente poderosa, peculiar e pouco conhecida, agora cabia registrar esses personagens em ação durante a maior crise política desde o fim da Ditadura. Decidi então deixar os dois lados falarem. O filme não é neutro, mas, espero, tampouco é caricatural”, diz o diretor.

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