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21 de fevereiro de 2019, 18h05

VÍDEO: Médico de Manaus agride jovem grávida em trabalho de parto

Jovem grávida de 16 anos é agredida verbalmente e fisicamente por médico durante trabalho de parto; violência foi filmada por auxiliares e obstetra, agora, é alvo de seu sexto inquérito policial. Assista

Reprodução
Viralizou esta semana nas redes sociais um vídeo que mostra uma jovem grávida sendo agredida verbalmente e fisicamente por um médico. O obstetra foi identificado como Armando Andrade de Araújo e o caso aconteceu em maio do ano passado na maternidade Balbina Mestrinho, em Manaus (AM), mas as imagens só veiram à tona agora. De acordo com a família, a vítima que tinha apenas 16 anos e não teve o nome revelado, entrou em trabalho de parto e deu entrada no hospital. As imagens mostram a jovem gritando por conta das dores e cãibras na perna enquanto o médico realiza o...

Viralizou esta semana nas redes sociais um vídeo que mostra uma jovem grávida sendo agredida verbalmente e fisicamente por um médico. O obstetra foi identificado como Armando Andrade de Araújo e o caso aconteceu em maio do ano passado na maternidade Balbina Mestrinho, em Manaus (AM), mas as imagens só veiram à tona agora.

De acordo com a família, a vítima que tinha apenas 16 anos e não teve o nome revelado, entrou em trabalho de parto e deu entrada no hospital. As imagens mostram a jovem gritando por conta das dores e cãibras na perna enquanto o médico realiza o procedimento de maneira agressiva.

Além de xingar a jovem, o profissional chega a bater na região de suas coxas. Indignada, uma das familiares da vítima diz que vai denunciar o caso para a polícia e acionar a imprensa, ao que o médico ignora e segue o procedimento com agressividade.

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Ao portal UOL, uma das familiares da jovem afirmou que, à época, pensaram em registrar queixa, mas nenhuma das enfermeiras presentes no parto topou ser testemunha. Com a viralização das imagens – ainda não se sabe quem as divulgou – a família resolveu prestar queixa esta semana na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM).

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“Vamos notificá-lo para ouvi-lo. Ele tem que responder ao fato e mandaremos [o caso] para a Justiça em seguida. Ele vai responder por coação no curso do processo. Quando você está sendo indiciado, não pode fazer nada que interfira ou queira interromper e ser um obstáculo daqueles procedimentos criminal. Além de injúria e vias de fato no dia do parto da vítima”, disse a delegada Débora Mafra.

Com o boletim de ocorrência, veio à tona o fato de que o mesmo profissional é alvo de 5 outras denúncias, desde 2013, por casos parecidos.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) informou que tomou conhecimento do caso nesta semana através dos vídeos e que solicitou à direção do Instituto de Ginecologia e Obstetrícia do Amazonas (Igoam) o afastamento do médico.

Assista ao vídeo.

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