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20 de novembro de 2018, 18h13

VÍDEO: Político dominicano denunciou “Plano Atlanta” para derrubada de governos progressistas na América Latina

Pichardo diz que a deposição de Manuel Zelaya, em Honduras, e Fernando Lugo, no Paraguai, foram "tubos de ensaio" para chegar a países de maior peso econômico na região até alcançar "a joia da coroa, que é, sem discussão, Lula da Silva, o líder mais influente, para que com sua queda provocassem o efeito dominó que desejavam"

Um plano articulado em 2012 durante um encontro de políticos e “forças conservadoras” em um hotel em Atlanta, nos Estados Unidos, teria dado início a uma onda de desestabilização de governos de esquerda em toda a América Latina, que resultou no golpe parlamentar da presidenta eleita Dilma Rousseff e na prisão – e consequente proibição de participar das eleições – do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Manolo Pichardo, político da República Dominicana, afirma ter participado do encontro e foi o primeiro a denunciar o chamado Plano Atlanta em artigo no jornal Listin Diario, em 11 de março de 2016,...

Um plano articulado em 2012 durante um encontro de políticos e “forças conservadoras” em um hotel em Atlanta, nos Estados Unidos, teria dado início a uma onda de desestabilização de governos de esquerda em toda a América Latina, que resultou no golpe parlamentar da presidenta eleita Dilma Rousseff e na prisão – e consequente proibição de participar das eleições – do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Manolo Pichardo, político da República Dominicana, afirma ter participado do encontro e foi o primeiro a denunciar o chamado Plano Atlanta em artigo no jornal Listin Diario, em 11 de março de 2016, que contaria com a aglutinação de forças conservadoras na política, na mídia e no judiciário nos países da América Latina para derrubar governos progressistas.

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No artigo, Pichardo diz que o plano se resume em dois passos. “O primeiro tem o objetivo de iniciar uma campanha de descrédito contra presidentes de orientação de esquerda ou progressistas para minar a liderança. O segundo passo consiste em transformar as manobras midiáticas em processos judiciais que colocariam fim aos mandatos presidenciais sem que recorrer ao voto popular”.

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Segundo ele, esta segunda parte do plano também necessitaria de “indivíduos ligados às instituições judiciais comprometidos com a conspiração, que foi chamada de ‘golpes suaves’, amparados por julgamentos políticos de escândalos de corrupção ou campanhas dirigidas a divulgar supostos comportamentos questionáveis da vida íntima dos líderes progressistas, incluindo, se necessário, familiares, amigos e agregados”.

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Pichardo diz que a deposição de Manuel Zelaya, em Honduras, e Fernando Lugo, no Paraguai, foram “tubos de ensaio” para chegar a países de maior peso econômico na região até alcançar “a joia da coroa, que é, sem discussão, Lula da Silva, o líder mais influente, para que com sua queda provocassem o efeito dominó que desejavam”.

A Telesur, rede estatal de TV da Venezuela, fez uma reportagem sobre o tema. Assista ao vídeo.

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