AO VIVO #3J: Acompanhe a cobertura dos atos contra Bolsonaro

Neste sábado, 3 de julho, centenas de cidades do Brasil e do mundo fazem protestos contra o presidente

Neste sábado (3), acontece mais um dia de manifestações contra Jair Bolsonaro. Os atos estavam marcados para acontecer no dia 24 de julho, mas diante dos recentes escândalos envolvendo compra de vacinas as mobilizações foram antecipadas.

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou na noite desta sexta-feira (2) abertura de inquérito, por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR), contra Jair Bolsonaro pelo suposto crime de prevaricação no caso da compra da vacina indiana Covaxin.

Mas, além da Covaxin, negociada pelo governo 1000% mais cara e com uma empresa intermediária, conforme denunciaram o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda e o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF), ainda há suspeitas na compra do imunizante do laboratório chinês CanSino. A empresa Belcher era de um amigo do líder do governo Ricardo Barros e faria um negócio de 5,2 bilhões de reais com o ministério da Saúde.

Nesta semana ainda ganhou destaque a denúncia de que o diretor de logística do ministério, Roberto Ferreira Dias, teria pedido propina para o representante da empresa Davati Medical Supply, Luiz Paulo Dominguetti, que venderia 400 milhões de doses ao ministério. Segundo Dominguetti, a propina era de um dólar por dose.

Dominguetti esteve na CPI da Covid nesta semana. A comissão foi estendida por mais 90 dias para investigar todas essas irregularidades nas negociações de vacinas. Para o presidente da CPI do Genocídio, Omar Aziz (PSD-AM), não há a menor dúvida que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) prevaricou ao não tomar providências sobe a denúncia de suspeitas no contrato da Covaxin.

“Isso não é indício. Isso é um fato. Ele não desmente. Ele não encaminhou (a denúncia) para a Polícia Federal. A Polícia Federal abriu nessa quarta-feira esse inquérito. Depois de quantos meses? É um fato. Ele não encaminhou nem para a CGU nem para a Abin. É um fato. E o deputado Luis Miranda ainda disse: ‘Eu espero que ele não me desminta, porque senão…’. É um fato. Ele teve a oportunidade de encaminhar para a Polícia Federal ou para o Ministério da Saúde”, afirmou Aziz.

Avatar de Redação

Redação

Direto da Redação da Revista Fórum.

Você pode estar junto nesta luta

Fórum é um dos meios de comunicação mais importantes da história da mídia alternativa brasileira e latino-americana. Fazemos jornalismo há 20 anos com compromisso social. Nascemos no Fórum Social Mundial de 2001. Somos parte da resistência contra o neoliberalismo. Você pode fazer parte desta história apoiando nosso jornalismo.

APOIAR