Fala, Rovai | Bolsonaro não está politicamente morto e mantém estratégia criminosa

Neste “Fala, Rovai”, comento a estratégia criminosa de Bolsonaro de estimular carreatas e protestos de comerciantes, caminhoneiros, motoristas de Uber e autônomos contra a quarentena do Coronavírus. A despeito de ser uma ação irresponsável e grotesca, ela lhe mantém com protagonismo político e sua base coesa. O pior para o Bolsonarismo era ver seu líder […]

Neste “Fala, Rovai”, comento a estratégia criminosa de Bolsonaro de estimular carreatas e protestos de comerciantes, caminhoneiros, motoristas de Uber e autônomos contra a quarentena do Coronavírus. A despeito de ser uma ação irresponsável e grotesca, ela lhe mantém com protagonismo político e sua base coesa. O pior para o Bolsonarismo era ver seu líder conciliando com políticos que consideram tradicionais, mesmo que isso venha a exigir enormes sacrifícios do país.

Se o Coronavírus for controlado, Bolsonaro vai dizer que ele tinha razão. Que os custos econômicos foram muito grandes e desnecessários. Se não for controlado, vai dizer que o desespero é que levou a isso. Em qualquer hipótese ele mantém sua base viva.

Isso não quer dizer que ele não está sofrendo grande desgaste com sua postura durante este período da doença. Isso é um fato. E muito provavelmente pode lhe corroer parte da popularidade. No entanto, talvez não seja suficiente para lhe levar a uma derrota final. Que seria o natural, pelo tamanho da loucura e do crime que está cometendo.

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Renato Rovai

Jornalista, mestre em Comunicação pela ECA/USP e doutor pela UFABC. Mantém o Blog do Rovai. É editor da Fórum.