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30 de maio de 2019, 10h16

Weintraub paga mico dançando ‘Singin in The Rain’ para denunciar chuva de ‘fake news’

O ministro se referia à matéria do G1 sobre corte de verbas para recuperação do Museu Nacional

O ministro da Educação,Abraham Weintraub (Foto: Reprodução)
Abraham Weintraub, o ministro da Educação de Jair Bolsonaro (PSL-J), resolveu inovar na sua comunicação e fez papel ridículo em vídeo postado através de sua conta do Twitter, na manhã desta quinta-feira (30). Mais uma #FakeNews. Agora, sobre o contingenciamento de verbas no Museu Nacional, do Rio de Janeiro. Descubra a verdade! pic.twitter.com/dPE520ndGR — Abraham Weintraub (@AbrahamWeint) 30 de maio de 2019 No dia em que estão marcados protestos de estudantes por todo o país contra cortes na sua pasta, o ministro resolveu fazer um vídeo com um guarda-chuva, dançando a canção Singin in The Rain’, eternizada por Gene Kely...

Abraham Weintraub, o ministro da Educação de Jair Bolsonaro (PSL-J), resolveu inovar na sua comunicação e fez papel ridículo em vídeo postado através de sua conta do Twitter, na manhã desta quinta-feira (30).

No dia em que estão marcados protestos de estudantes por todo o país contra cortes na sua pasta, o ministro resolveu fazer um vídeo com um guarda-chuva, dançando a canção Singin in The Rain’, eternizada por Gene Kely no filme homônimo.

O objetivo do ministro com a pantomina foi dizer que está chovendo ‘fake news’: “Um veículo de comunicação das pessoas que estão de mal com a vida tenta macular a imagem do MEC. Esta última ‘fake news’ fresquinha para você alega que estas obras de recuperação do Museu Nacional estariam sendo paralisadas pelo MEC. ‘Fake News’”, afirma Weintraub, se referindo à matéria do G1.

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Segundo o jornal, de acordo com dados da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), os R$ 55 milhões reservados ao trabalho de reforma do museu – garantidos por meio de uma emenda coletiva da bancada do Rio na Câmara Federal – terão um corte de 21,63%, o que representa uma redução de R$ 11,9 milhões. Com isso, o valor final fica em R$ 43,1 milhões.

O ministro alega que a redução partiu da bancada parlamentar e não do ministério. O próprio G1, no entanto, coloca a mesma explicação dada pelo ministro no vídeo no final da sua matéria.

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