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27 de junho de 2019, 11h14

Witzel ignora pedidos de escolta policial para a deputada Talíria Petrone, do PSOL

Dois documentos enviados de Brasília ressaltam a necessidade que Talíria tenha escolta policial, tendo em vista as ameaças de morte que vem sofrendo, comprovadas por investigação da Polícia Federal

Taliria Petrone, com Marielle Franco, e Witzel no comício em que deputados do PSL quebram placa em homenagem à vereadora (Montagem)
Assim como aconteceu com a vereadora Marielle Franco, meses antes do seu assassinato (em março de 2018), a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) tem sido alvo de constantes ameaças de morte durante este ano, situação que foi comprovada pela Polícia Federal, que obteve informações de conversas na chamada Dark Web, que demonstram a existência de um plano contra a parlamentar sendo elaborado desde o ano passado. Por essa razão, entre meses de abril e maio deste ano, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, recebeu dois ofícios da Câmara dos Deputados, alertando sobre as ameaças sofridas por Petrone e solicitando...

Assim como aconteceu com a vereadora Marielle Franco, meses antes do seu assassinato (em março de 2018), a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) tem sido alvo de constantes ameaças de morte durante este ano, situação que foi comprovada pela Polícia Federal, que obteve informações de conversas na chamada Dark Web, que demonstram a existência de um plano contra a parlamentar sendo elaborado desde o ano passado.

Por essa razão, entre meses de abril e maio deste ano, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, recebeu dois ofícios da Câmara dos Deputados, alertando sobre as ameaças sofridas por Petrone e solicitando que o governo estadual garanta proteção e escolta 24 horas quando a parlamentar estiver no Rio, os quais têm sido simplesmente ignorados pela máxima autoridade fluminense.

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Segundo a coluna de Ancelmo Góis, publicada no jornal O Globo desta quinta-feira (27), o primeiro ofício foi enviado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, em 23 de abril. O segundo, em 10 de maio, foi uma iniciativa da bancada do PSOL no Congresso Nacional, devido ao silêncio do governador com relação ao primeiro pedido.

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Ambos os documentos defendem a necessidade de que Petrone tenha escolta policial permanente quando realize suas atividades junto às suas comunidades, no Rio de Janeiro, tendo em vista que sua vida corre perigo, e ressaltam o fato de que em Brasília ela já está sendo acompanhada por agentes da Polícia Legislativa em todos os lugares nos quais circula.

No entanto, Witzel continua sem emitir qualquer tipo de reação a respeito dos dois pedidos. Enquanto isso, a vida da deputada Petrone continua sendo ameaçada. Seria o caso de questionar se a mesma lentidão ocorreria se o pedido não envolvesse o partido que é o principal adversário do governador no Estado do Rio de Janeiro.

Um comunicado publicado pela assessoria da deputada Talíria Petrone lamenta a situação e relata que “até agora, o caso estava sendo tratado com sigilo, conforme sugerido pelos órgãos de segurança. Mas, devido ao total descompromisso do governo com a segurança de uma parlamentar federal, resolvemos trazer a público para buscar uma solução pública. Não trata-se de um pedido pessoal, mas de garantir o direito de que uma parlamentar eleita exerça seu mandato em segurança”.

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