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08 de abril de 2019, 11h53

Bolsonaro exonera Vélez e anuncia Abraham Weintraub como novo ministro da Educação

Olavista, Vélez enfrentava 'guerra' no MEC provocada por desentendimentos entre assessores do chamado campo ideológico com os militares. Saída se deu após um processo de fritura no cargo por Jair Bolsonaro

Ricardo Vélez-Rodriguez (Foto: Andre Sousa/MEC)

O martelo foi batido. Após intensas polêmicas envolvendo o Ministério da Educação, o presidente Jair Bolsonaro decidiu anunciar na manhã desta segunda-feira (8) a demissão de Ricardo Vélez. Assume a pasta o professor Abraham Weintraub.

Vélez esteve na corda bamba desde o início de seu mandato, com decisões e declarações polêmicas ao MEC e à imagem do governo de Jair Bolsonaro. Semana passada, o presidente indicou que decidiria o status do cargo nesta segunda e confessou que o ministro “não está dando certo”.

Ricardo Vélez durou menos de 100 dias no governo como ministro da Educação. Nesse período ele demitiu 92 pessoas do alto escalação do MEC deixando o ministério em total paralisação, chegando a ameaçar inclusive o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).

Novo ministro

Weintraub atuou na equipe do governo de transição. Junto com o irmão, Arthur Weintraub, foi responsável pela área de Previdência no período. Os dois foram indicados a Bolsonaro pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

O ministro da Casa Civil conheceu os irmãos Weintraub em um seminário internacional sobre Previdência realizado, em 2017, no Congresso Nacional.

Graduado em Economia pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Weintraub é professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Diferentemente do que foi dito por Bolsonaro no Twitter, o novo ministro da Educação não informa em seu currículo oficial possuir doutorado.

Weintraub tem vasta atuação no mercado financeiro. Foi sócio na Quest Investimentos, diretor do Banco Votorantim, membro do comitê de trading da BM&F Bovesp, conselheiro da Ancord e representou o Votorantim em encontros do Fundo Monetário Internacional (FMI).


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