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13 de fevereiro de 2019, 16h12

Crise energética pode levar Goiás a decretar estado de calamidade

Crise no setor elétrico de Goiás pode levar Estado a decretar calamidade nos próximos dias; diretores de Procon de Goiás pretendem ir ao MPF contra distribuidora de energia

Linhas de transmissão de energia do sistema elétrico nacional (Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Goiás no escuro

O clima fechou no início desta semana durante uma reunião tensa entre o deputado federal José Nelto (Podemos-GO) e o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) André Pepitone. O motivo da contenda é que o parlamentar foi cobrar uma ação efetiva da agência reguladora para o caos que se tornou a distribuição de energia em Goiás.

Nos tire do escuro

Segundo o congressista, após a privatização da antiga Companhia Energética de Goiás (Celg), hoje controlada pela italiana Enel, diversos problemas são relatados em todo o Estado: bairros sem energia por mais de três dias, além do aumento das tarifas de forma desproporcional. No Município de Ipameri, por exemplo, produtores rurais estão comprando geradores após terem perdido mais de quatro mil litros de leite depois de ficarem 72 horas sem energia.

Impacto no PIB de Goiás

Segundo o cálculo realizado pelo realizado pelo Instituto Mauro Borges, de Goiás, a agropecuária foi a grande responsável pela elevação do PIB, que atingiu R$ 189,9 bilhões em 2017. Caso os problemas de energia permaneçam, técnicos do instituto preveem uma queda próxima de 50% em todo o setor agropecuário do Estado.

Estado de calamidade

A situação é tão grave em Goiás que o governador Ronaldo Caiado (DEM) prevê decretar nas próximas semanas estado de calamidade pública. Por conta de problemas fiscais no Estado, Goiás só conseguiu pagar os salários de dezembro dos servidores no final de janeiro deste ano.

Denúncia ao MPF

Diretores do Procon dos 246 municípios de Goias pretendem acionar, na próxima semana, o Ministério Público Federal para que o MP cobre da Anel ações imediatas. Os setores produtivos do Estado, em uma outra frente, pretendem também processar a empresa.

Após privatização Goiás às escuras

De acordo com dados Aneel, no ano de 2016, antes da privatização da Celg, os goianos ficaram em média 29,55h sem energia elétrica, sendo o limite estabelecido pela Aneel era de 14,94h. Em 2017, depois de ser vendida por R$ 2,187 bilhões para a Enel, esse indicador subiu para 32,29h, enquanto a meta da Aneel diminui para 14,01h.

O que diz a Anel

Procurado pelo blog Pepitone confirmou o comprometimento para convocar o conselho diretor da empresa a fim de buscar ações imediatas para a normalização dos serviços.


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