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09 de abril de 2019, 11h44

Passagem de Vélez pelo MEC custou R$ 220 mil aos cofres públicos

Ministro foi demitido por Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (8) após situação ficar insustentável; novo ministro Abraham Weintsraub também tem carteirinha de anticomunista carimbada pela escola do astrólogo Olavo de Carvalho

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A passagem do agora ex-ministro e incompetente Ricardo Vélez pelo Ministério da Educação custou mais de R$ 220 mil reais aos cofres públicos. A soma refere-se a R$ 120 mil de auxílio mudança, a qual ele tem direito, mais R$ 75.287 de salário líquido que recebeu durante os três meses no cargo.

A crise vai continuar

A crise no MEC infelizmente vai continuar. Inexperiente para enfrentar as complexidades do Ministério, o novo ministro é seguidor da escola Olavo de Carvalho que usa constantemente o comunismo como inimigo imaginário. Algumas das ideias de Abraham Weintsraub foram expostas em uma palestra na Cúpula Conservadora das Américas, realizada em Foz do Iguaçu em dezembro de 2018.

“Quando ele [um comunista] chegar pra você com papo de ‘nhoin nhoin nhoin’, xinga. Faz como o Olavo diz pra fazer. E quando você for dialogar, não pode ter premissas racionais”, diz Abraham, revelando a face de sua postura autoritária.

MEC paralisado

O MEC está paralisado com ameaça de impactar no bom andamento do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Em março, o Inep anunciou a criação uma comissão para fazer uma “leitura transversal” das questões que compõem o Banco Nacional de itens do Enem. Segundo o instituto, os coordenadores apresentariam o resultado em 10 dias.

Na quarta-feira (3), a comissão concluiu os trabalhos, mas não divulgou o resultado devido “ao caráter sigiloso” do banco de dados.


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