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20 de fevereiro de 2019, 00h27

Reforma da Previdência: Mauro Benevides defende sistema de capitalização com contribuição patronal obrigatória

Economista de Ciro Gomes defende que partido não abrirá mão de um sistema de capitalização com contribuição patronal obrigatória

Foto: Reprodução/Facebook

Cogitado nos bastidores como futuro presidente da comissão especial sobre a Reforma da Previdência, o deputado e economista Mauro Benevides Filho (PDT-CE) disse ao blog que o PDT não abrirá mão de um sistema de capitalização com contribuição patronal obrigatória.

“Se não tiver isso o PDT está fora das negociações, e isso o governo já sabe porque fomos transparentes com eles desde o início”, afirmou Benevides nessa terça-feira (19) durante debate organizado na sede do PDT em Brasília. O texto final da reforma deve ser entregue ao Congresso pessoalmente pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) nesta quarta (20).

Presente no evento o ex-ministro Ciro Gomes defendeu que a proposta do PDT para a Previdência mantenha a contribuição do empresariado e do governo com tributação sobre o faturamento das empresas.

Presidente do partido, Carlos Lupi cobrou transparência nas contas da Previdência e criticou a Desvinculação de Receita da União (DRU), que autoriza todo ano o governo a usar até 30% das receitas da Previdência Social.

“Estamos vendo informação falsas e deturpadas e a população precisa tomar conhecimento dos números reais da Previdência. Se alguém descobrir alguma empresa no mundo que tirando 30% das receitas tenha lucro me avise. Para iniciarmos o diálogo com a população precisamos tomar conhecimento dos números reais”, argumentou Lupi.

Para o líder do PDT na Câmara, André Figueiredo (CE), um dos pontos determinantes para que o partido apoiasse a eleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à Presidência da Câmara foi que não houvesse atropelo no debate em torno da proposta de reforma nas aposentadorias.

“Queremos ouvir vários especialistas, entidades sindicais, a sociedade civil e não vamos com isso querer empurrar com a barriga a discussão da reforma. E sempre tendo como premissa básica, tirar direito de quem já tem pouco não terá nosso apoio”, disse Figueiredo.


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