Lula faz discurso histórico: Eu não sou mais um ser humano, eu sou uma ideia

“Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a chegar da primavera.”

Lula fez um discurso histórico e emocionante no seu ato final para anunciar que vai se entregar ao juiz Sérgio Moro em Curitiba.

Começou chamando nominalmente as pessoas que estavam no palanque e de cada um deles dizia algo como se estivesse passando a missão de continuar sua luta.

Deu destaque especial a Manuela e Boulos, como se estivesse dando a eles uma missão. Ao final do discurso os chamou de novo pra dizer que se sentia orgulhoso de ver dois jovens tão valorosos disputar a presidência da República.

Falou da sua história no Sindicato, lembrou do número da sua matrícula.

Lembrou da morte de dona Marisa que foi consequência das sacanagens que a PF e o Ministério Publico fizeram com ela.

Lula fez sua defesa jurídica e lembrou o que disse a Moro em Curitiba: “Você não tem como me absolver, porque a Globo exige que você me condene”.

Um dos momentos mais emocionantes foi quando Lula disse que ia atender a justiça: “Eles me querem preso. Eu vou atender o mandado deles. Não adianta eles acharem que vão me parar me colocando na prisão. Porque eu não sou mais um ser humano, eu sou uma ideia.”

E disse que cada um daqueles que estavam lá tinham que andar pelo pais e virar um Lula. Ser milhões de Lula.

“Quantos mais dias eles me deixarem lá, mais Lulas vão nascer neste país.”

E encerrou seu discurso com a frase: “Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a chegar da primavera.”

(Foto: Danilo Quadros/NINJA)

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Renato Rovai

Jornalista, mestre em Comunicação pela ECA/USP e doutor pela UFABC. Mantém o Blog do Rovai. É editor da Fórum.

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