Blog do Rovai

31 de julho de 2019, 08h21

Tese de impeachment de Bolsonaro avança em velocidade máxima

Com a declaração sobre o pai do presidente da OAB, Bolsonaro botou em ação contra si um novo grupo. Os que preferiam ficar quietos, mas que viram que isso se tornou impossível

Mourão e Bolsonaro (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Eleito com 55% dos votos válidos em 2º turno, Jair Bolsonaro chegou a ter mais de 70% de otimistas com o seu governo antes de assumir o mandato.

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Um capital político razoável e confortável para um parlamentar inexpressivo, com 28 anos de mandatos, que se tornou presidente empurrado por uma onda ultra conservadora em nível mundial e ao mesmo tempo embalado por um golpe constitucional em 2016.

Em apenas 7 meses, o inepto jogou fora mais da metade desta popularidade e se segura com aprovação de 30% de ótimo e bom numa bolha mais conservadora. Mas que já dá sinais de que pode diminuir se o país não reagir do ponto de vista econômico. E só alguns banqueiros desonestos “acreditam” que isso vá acontecer.

Isso por si só já seria um problema para um chefe de executivo que ainda tem 7/8 de um mandato pela frente. Mas não é o pior.

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Bolsonaro conseguiu destravar a boca de muita gente pra pronunciar uma palavra de risco depois de o país ter vivido um ciclo complicado com a deposição da ex-presidenta Dilma: impeachment.

O impedimento do presidente eleito já é tema de análises de cenários de consultorias econômicas, de reflexão em salamaleques das principais lideranças do Congresso, em encontros de lideranças patronais e de trabalhadores e mesmo nas redes sociais. Em breve chegará à fila do pão.

Com a declaração sobre o pai do presidente da OAB, Bolsonaro botou em ação contra si um novo grupo. Os que preferiam ficar quietos, mas que viram que isso se tornou impossível.

O editorial da Folha de S.Paulo de hoje dialoga com este segmento, tratando o presidente como um boçal de personalidade sombria.

A tese por detrás desta definição é que o país não pode ser liderado por alguém com esses traços por 3 anos e meio. Ou seja, é preciso achar um jeito de detê-lo. De impedi-lo.

O motivo aparecerá em breve, porque nada indica que o boçal recuará.

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Sendo assim, até o fim deste ano já teremos um pedido de impeachment de Bolsonaro desfilando pela Câmara dos Deputados.

Se vai vingar é outra coisa. Mas como é muito cedo para isso, a tese tende a ganhar força, principalmente no ano que vem, com o processo eleitoral.

Anotem: o mito caminha a passos largos para virar palmito.


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