sexta-feira, 18 set 2020
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O Supremo Tribunal Federal perdeu a hora e só ri por último porque não entende a piada.
O profeta com cara e juba de leão preferiu miar a rugir. Instinto de sobrevivência, talvez.
A viuvez política lida melhor com sepultamentos em cova rasa do que com cremação.
A Frente Parlamentar Evangélica acredita em ressureição dos mortos.
Aquele que disse assistir “Meu malvado favorito” descobriu recentemente os encantos do filme “Pinóquio” remasterizado.
Cunha está curtindo por uns poucos dias a condição de “belo, recatado e do lar”.
O golpe midiático jurídico derrubou o reality show BBB da Rede Globo. Agora basta espalhar microfones e câmeras por Brasília e deixar rolar o programa. Altíssima audiência. Toda semana a Dilma vai para o paredão.
Façanha um: Cunha nunca transformou pedras em pães. Mas, em compensação, conquistou no dia 05/05/16 o primeiro lugar dos “trending topics” mundial do Twitter.
Façanha dois: Cunha não é de se dobrar perante os poderosos da República. No entanto, presidiu a Câmara na sessão que decidiu pela admissibilidade do impeachment da Presidente da República.
Façanha três: Cunha nunca se jogou do pináculo do templo aguardando o amparo angelical. Sobrevive incólume (quatro meses) ao processo que o investiga no Conselho de Ética na Câmara dos Deputados. O referido processo já é o mais longo da história no que se refere ao julgamento de quebra de decoro parlamentar.
Imagine o prêmio pela delação do Cunha… Quem sabe reuniria bônus para morar na Suíça com direito a pensão completa.
Mas Jesus, o que tem a ver com isso?
Nada. Absolutamente nada.
Foto de capa: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
 

Valdemar Figueredo
Valdemar Figueredo
Pastor, diretor do Instituto Mosaico, doutor em Ciência Política (Iuperj), doutorando em Teologia (Puc-RJ) e flamenguista.