A hora e a vez dos amadores

Como em tudo na vida, a tecnologia também tem dois lados. Hora ela nos traz algo de positivo, hora algo de negativo.Com a internet e a popularização das câmeras de vídeo, máquinas fotográficas e celulares, que agora também produzem vídeos, surgem diariamente, centenas, milhares de pessoas que usam a rede para distribuir vídeos e informações […]

Como em tudo na vida, a tecnologia também tem dois lados. Hora ela nos traz algo de positivo, hora algo de negativo.
Com a internet e a popularização das câmeras de vídeo, máquinas fotográficas e celulares, que agora também produzem vídeos, surgem diariamente, centenas, milhares de pessoas que usam a rede para distribuir vídeos e informações erradas ou até mesmo falsas.

Este foi o caso de uma jovem na Austrália. Ela gravou em vídeo, um falso depoimento sobre um tiroteio nas ruas de Sidney, disponibilizou no youtube e da noite para o dia virou uma celebridade. Foi convidada para participar de programas de TV, entrevistas em jornais, rádios, até que seu “agente” recém contratado confessou que ela não era tudo mentira.

A grande promessa da internet é que ela democratizaria a informação. Não seriamos mais dependentes das grandes agências de notícias e nem dos conglomerados de comunicação. Em parte isto vem se concretizando, porém é preciso muita cautela. Atualmente vivemos o culto ao amadorismo. Como tudo ainda é novidade, inúmeros blogs, sites, e vídeos de pessoas comuns ganham notoriedade.
Mas o problema não para por ai. Muita informação falsa é disponibilizada na rede por empresas como o objetivo de atingir a concorrência.

Acontece que este não é um problema novo na história. Durante a idade média, com a invenção da prensa gráfica, milhares de livros duvidosos eram publicados. Se demos conta de resolver isto no passado, iremos também resolver agora. E se este é o preço que temos que pagar para que a internet exista, em minha opinião, vale muito à pena.

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Francisco Machado Filho

Francisco Filho é professor Dr. da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP - Campus de Bauru-SP no curso de Jornalismo. Possui graduação em Radio e TV pela FAESA/ES, Mestrado em Mida e Cultura pela UNIMAR/SP e Doutorado em Comunicação Social pela UMESP/SP. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Televisão digital, atuando principalmente nos seguintes temas: TV Digital, Mídias Digitais e internet e modelo de negócios para TV aberta.

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