A televisão nunca mais será a mesma

Las Vegas – Abertura do congresso e feira NAB 2017 aponta o cominho para a indústria de Televisão nos EUA: conheça o M.E.T effect. Como em todos os anos, a abertura do congresso e feira da National Association of Broadcasters – NAB conta com o discurso de seu presidente Gordon Smith. Mais do que uma […]

Las Vegas – Abertura do congresso e feira NAB 2017 aponta o cominho para a indústria de Televisão nos EUA: conheça o M.E.T effect.

Como em todos os anos, a abertura do congresso e feira da National Association of Broadcasters – NAB conta com o discurso de seu presidente Gordon Smith. Mais do que uma simples formalidade e boas vindas a todos os participantes do evento, a fala de Smith aponta a direção que o setor broadcaster nos Estados Unidos irão trilhar nos próximos anos. E não foi diferente nesta edição. Gordon não somente apontou um caminho como apresentou uma nova tomada de posição da industria de rádio e televisão americana, que assume de uma vez a união entre o mundo broadcast os impactos que está união irá proporcionar: conheça o M.E.T effect, a união entre a Mída, o Entretenimento e a Tecnologia.

Nas edições recentes do congresso, já se falava dessa união e como ela seria benéfica para os dois setores e para a audiência. Falava-se das grandes oportunidades de negócio para os dois lados, mas em cada fala de Smith, percebia-se que havia um limite, as duas indústrias deveriam se unir no negócios, mas cada uma respeitando sua natureza. A partir de agora, a indicação é que os negócios dependem desta união. Está ficando cada vez mais claro que chegamos ao limite da atuação destes setores em separado e que a atuação conjunta é realmente o melhor caminho. Soma-se a confiabilidade e a escalabilidade da entrega de conteúdo para milhões do setor broadcaster com as possibilidades interativas e personalizastes do broadband. “Temos uma arquitetura de entrega de um para muitos que é a inveja de outras plataforma de mídia”, afirma Smith, que também salienta, “quando tomamos nossas forças e as combinamos com as novas tecnologias, como a distribuição por IP e maior conectividade, as emissoras poderão se tornar mais fortes”. E e verdade, mas essa nova configuração somente pode ser pensada devido a um fator determinante: o ATSC 3.0. O novo padrão de transmissão adotado pelos EUA vislumbra essa união dos setores e oferece uma gama de possibilidades que certamente proporcionará novas formas e possibilidades de negócios. O padrão ATSC 3.0 está preparado para o UHD, transmissão por IP e TV híbrida. “Este é primeiro padrão de transmissão do mundo que oferece as vantagens da transmissão e da banda larga”, ressaltou Smith. Esta tomada de posição somente foi possível de ser adoptada por conta da implantação deste no padrão.

Mas, mesmo reconhecendo os benefícios que o mundo IP pode trazer para a radiodifusão, Smith não perde a oportunidade para destacar os principais valores que fazem do sistema broadcast um setor importante na vida das pessoas: sistemas de alerta, prestação de serviços, incentivo à economia local e a Democracia.

É um mundo totalmente novo que se vislumbra à frente. Como enfrentá-lo, como monetiza-lo é o desafio e gestores e produtores de conteúdo, porém, é empolgante vivenciar as transformações que perduraram em quase toda a história da televisão e do Rádio brasileiros.

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Francisco Machado Filho

Francisco Filho é professor Dr. da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - UNESP - Campus de Bauru-SP no curso de Jornalismo. Possui graduação em Radio e TV pela FAESA/ES, Mestrado em Mida e Cultura pela UNIMAR/SP e Doutorado em Comunicação Social pela UMESP/SP. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Televisão digital, atuando principalmente nos seguintes temas: TV Digital, Mídias Digitais e internet e modelo de negócios para TV aberta.

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