Convergência Midiatica

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14 de novembro de 2011, 16h09

Smart TVs ganham força na era da convergência digital

Texto publicado em: FNDC

13/11/2011 |
Rafael Maia
Portal Terra

Foto: Kiko Machado

Em jogos importantes da seleção brasileira, da rodada do Brasileirão ou quando algum famoso – na ficção ou fora dela – cria um bordão, como o exaustivo “hoje é dia de rock, bebê”, dito por Christiane Torloni durante a transmissão pela TV do Rock in Rio de 2011, esses assuntos tomam conta do Twitter e do Facebook. O mesmo fenômeno de sincronia do conteúdo da TV com as redes sociais acontece em todo o mundo. Tudo isso mostra que, com o surgimento de novas plataformas, as tradicionais não se extinguem.

Pelo contrário, elas ganham sobrevida – ou uma maneira diferente de sobreviver – em um mercado cada vez mais multifacetado e, ao mesmo tempo, mais convergente. Para o pesquisador americano Henry Jenkins, autor do bestseller que agrada a leigos e acadêmicos, Cultura da Convergência, os seres humanos é que são o centro aglutinador das diferentes mídias. Para ele, é o homem – visto como consumidor, espectador e usuário – o responsável por interligar as diversas plataformas existentes. Em uma entrevista para o Globo News, Jenkins afirmou que, em plena ebulição do uso cotidiano da web, o conteúdo da TV nunca esteve tão popular.

Uma espécie de caminho contrário na via internet-televisão é feito pelo YouTube. O site de vídeos mais popular – e um dos mais visitados no mundo – anunciou ao final de outubro novos 100 canais. A diferença, dessa vez, são as megaparcerias com estrelas como Jay-Z e Madonna, além de grandes empresas como o Wall Street Journal. A ideia é criar conteúdo – ou programas – exclusivos para o usuário assistir no próprio Youtube. A grande sacada do site, no entanto, é aproveitar a pontencialidade futura das smart TVs.

Já existem no mercado as chamadas smart TVs, que, à maneira dos smartphones – os celulares inteligentes – pretendem definir uma linha de televisores que promovem a interação com o espectador por meio de acesso à web, a vídeos online e a redes sociais. Por exemplo, o portal Terra mantém parcerias com fabricantes de eletrônicos para aluguel e compra de vídeos on demand do Terra TV Video Store justamente para estes tipos de aparelhos.

Além dos televisores inteligentes, a TV digital também é um outro dispositivo de reposicionamento do espectador agora como um usuário – em um sentido mais ativo da palavra. A questão é que nenhum desses modelos está perto do que uma verdadeira integração de mídias pode ser no futuro, até porque tais televisões ainda fazem a ligação conteúdo-usuário por meio de um controle remoto.

A chegada do Siri e o início das televisões inteligentes – pra valer
Há pouco menos de dois meses, a Apple lançou o iPhone 4S. Entre as poucas novas funcionalidades e muitas decepções, estava o Siri – um sistema de reconhecimento de voz que causou burburinho no mundo da tecnologia. E não há nada de simples quanto ao Siri. Ele reconhece, pesquisa, responde e conversa por meio de questões complexas como “O que eu posso vestir para ir ao restaurante à noite? ou “Por que você fala comigo?”.

Walter Isaacson escreveu na biografia autorizada de Steve Jobs, lançada logo após a morte do fundador da Apple, que o Siri era a última grande ideia da carreira do executivo. A funcionalidade foi primeiramente mostrada no iPhone, mas pretende passos maiores. É o Siri a base da futura – que talvez não esteja tão longe de ser lançada – iTV, a televisão da Apple. Este aparelho, além de integrar diferentes plataformas, seria comandado por um sistema de reconhecimento de voz inteligente, que entenderia o pedido de mudanças de canais à previsão do tempo.

O futuro distante dos aparelhos que englobam diversas mídias está, hoje, mais palpável. É essencial, no entanto, como Jenkins fala, entender que na base do desenvolvimento tecnológico e na criação de novas plataformas de comunicação está o usuário – ou espectador – , figura na qual “as velhas e as novas mídias colidem”.


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