sábado, 26 set 2020
Publicidade

Seria cômico se não fosse trágico

Funarte ocupada. Protestos da galera da cultura contra o fim do Ministério da Cultura.

Quatro mulheres convidadas pela leva-e-traz Marta Suplicy recusando o cargo de secretária de Cultura. Uma delas disse que “não trabalha em governo golpista”.

Ministro afirma que vai rever SUS. Diante da repercussão negativa, recua.

O da Fazenda, com toda a pompa de um CEO de grande corporação, propõe recriar a CPMF. Pegou mal pois vai justamente contra o discurso dos golpistas de que o Brasil “não aguenta mais imposto”.

Além disto, a mesma base parlamentar dos golpistas tinha recusado a aprovação da CPMF quando foi proposta pela presidenta Dilma. Apoiar agora deixaria claro o oportunismo.

Recuou. Diz que vai aumentar a CIDE que incide sobre combustíveis.

Falaram em impor idade mínima para aposentadoria. A proposta foi jogada para um grupo de estudos.

Ministro da Justiça diz que o governo não vai, necessariamente, nomear o mais votado da lista tríplice na eleição para o novo procurador geral no ano que vem. A corporação do Ministério Público reagiu. Temer desmentiu.

A base fisiológica da Câmara dos Deputados exigiu nomear o líder do governo na Casa. Temer foi obrigado a ceder.

Ilegalidade: o interino desobedeceu a lei que estabelece mandato de 4 anos para o presidente da Empresa Brasil de Comunicações e quis trocá-lo depois de duas semanas apenas. O rebu está armado na comunicação pública do governo federal.

É por isto que bateram panelas? É esta turma que vai tirar o Brasil da crise?

E a periferia ainda não despertou totalmente.

 

Dennis de Oliveira
Dennis de Oliveira
Jornalista e professor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP).