terça-feira, 22 set 2020
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Bancos aumentam juros das famílias para 42%. Aécio e Campos ficam caladinhos…

Do Escrevinhador

Os bancos pegam dinheiro emprestado no mercado internacional com juros baixos e emprestam pra você, cidadão brasileiro, por uma porrada de juros.

É o chamado spread bancário.

Essa é uma das formas que os bancos que atuam no Brasil usam para alcançar seus lucros exorbitantes.

As taxas de juros cobradas das famílias subiram em abril e chegaram a 42% ao ano.

Os bancos drenam também recursos do orçamento público do governo central por meio do superávit primário.

No primeiro quadrimestre, R$ 29,660 bilhões foram destinados para o superávit, destinado ao pagamento dos juros dos títulos da dívida pública, sob controle dos grandes bancos.

Em 2013, a soma do lucro registrado por Itaú Unibanco, do Bradesco, do Santander e do Banco do Brasil chegou a R$ 49 bilhões.

Esse valor é superior ao PIB (Produto Interno Bruto) de 83 países, de acordo com estudo com base em dados do FMI (Fundo Monetário Internacional).

Saiba aí quanto o seu banco lucra com você:
Banco do Brasil – R$ 15,75 bilhões
Itaú Unibanco – R$ 15,6 bilhões
Bradesco – R$ 12 bilhões
Santander – R$ 5,7 bilhões

A presidenta Dilma Rousseff tentou no começo do seu governo enfrentar a farra dos bancos, mas foi derrotada.

Cedeu especialmente diante do discurso da oposição e da mídia em torno do descontrole da inflação. Lembram da crise do tomate?

Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) usam o tema da inflação para atacar Dilma.

Assim, se contrapõem às medidas de enfrentamento e deixam nas entrelinhas a quem seu projeto econômico servirá.

Abaixo, leia reportagem da Agência Brasil:

BC: taxa de juros cobrada das famílias subiu para 42% ao ano, em abril

Por Kelly Oliveira, da Agência Brasil

As taxas de juros cobradas das famílias subiram em abril, de acordo com dados do Banco Central (BC) divulgados hoje (29). De março para o mês passado, houve alta de 0,4 ponto percentual para 42% ao ano. Já para as empresas, houve queda de 0,2 ponto percentual para 22,9% ao ano.

A inadimplência, considerados atrasos superiores a 90 dias, tanto para empresas quanto para famílias ficou estável, em 3,3% e em 6,5%, respectivamente.

Os dados são do crédito livre, em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros.

No direcionado (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura), a taxa de juros caiu 0,3 ponto percentual para as famílias (7,7% ao ano) e subiu 0,2 ponto percentual para empresas (8,2% ao ano). A inadimplência subiu 0,1 ponto percentual para pessoas jurídicas (0,5%) e físicas (1,9%).

O saldo das operações de crédito chegou a R$ 2,777 trilhões, em abril, com alta de 0,6% no mês e 13,4% em 12 meses encerrados em abril. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, o saldo correspondeu a 55,9%, estável em relação a março.